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segunda-feira, 23 de junho de 2014

A segunda experiência

Em torno das quatro semanas e meia o embriãozinho parou de se desenvolver... Em torno das seis semanas (pelos meus cálculos) ou oito semanas (pelo cálculo padrão pela última data da menstruação) eu comecei a sangrar. Houve, quem dissesse que era nidação, e ainda quem dissesse que era ficar em repouso que tudo ficaria bem, a gravidez prosseguiria. Mas ao ver o ultrassom e essa incompatibilidade, eu ja sabia, era aborto.

Ao contrário da outra vez, essa eu pude acompanhar com mais consciência, consegui perceber o que havia acontecido e isso me deixou mais calma com o processo todo. Era uma gestação anembrionada, não havia nada dentro do saco gestacional e ele simplesmente parou ali, em quatro semanas. E, naturalmente o corpo entendeu e mandou pra fora.
Os médicos daqui de Ubatuba são muito mal preparados, ou mal atualizados, ou sei lá o quê. No posto onde estava acompanhando o pré-natal disseram que eu deveria fazer uma curetagem (procedimento cirúrgico para retirar qualquer vestígio de gravidez de dentro do útero, é usada anestesia e um tipo de "raspagem" manual uterina) com urgência, ninguém me deu diagnóstico de nada, ninguém se preocupou em me explicar nada, além do fato de que eu iria com certeza ter uma infecção e perderia meu útero. Precisei de atestado médico, por conta de trabalho, e se recusaram, me deram uma guia para a curetagem apenas. E ainda falaram pro Henrique me convencer a ir, porque eu estava alterada.

No hospital, o médico quis me internar para tomar medicação e repouso. Quando questionei a diferença gestacional e a possibilidade real de ser um aborto, pela análise de ultrassom, ele não me disse nada. Quando questionei o que aconteceria se de fato se concluísse em aborto, ele disse que eu seria levada para a curetagem, e essa era a única opção. 

Como eu já tive outra experiência com aborto, sem curetagem, eu sabia que essa não era a única opção. Questionei, pedi um atestado médico, as medicações que ele disse que eu tomaria no hospital mesmo. Consegui apenas 5 dias para ficar em repouso em casa e fui embora. Em casa realmente fiz repouso e tomei medicação, era o que dava pra ser feito. Ficar internada não era uma opção. Nunca consideraria ficar num lugar estranho, sozinha e sem ter com quem conversar numa situação em que tudo que precisamos é ter calma e sentir acolhimento... E no meu caso ainda ficar preocupada com o Linus, que ficaria triste em casa sem entender nada. Cara, isso não é uma opção, ainda mais sabendo que eles iam me mandar pra sala de cirurgia, de qualquer jeito.

Fiquei em casa, pesquisei muito sobre aborto, sobre curetagem, li relatos, li textos da organização mundial de saúde, li até um livro sobre procedimentos cirúrgicos no sistema reprodutor feminino. E só consigo pensar que os médicos daqui não sabem o que estão fazendo.

Passado dois dias dessa ida ao hospital, meu corpo expeliu o que restava, sem dores, sem dificuldades, um pedaço inteiro do que eu acho que era a placenta. E nessa quarta feira, fiz outro ultrassom e tudo estava de acordo, útero limpo, já em período fértil. E esse é o normal. O corpo feminino está apto a expelir sangue,  coágulos e bebês, em condições saudáveis e naturais e procedimentos cirúrgicos são colocados como primeira opção desconsiderando a nossa natureza. Desconsiderando que todo procedimento cirúrgico traz também muitas reações desagradáveis e consequências que muitas vezes prejudicam o paciente. Por isso só devem ser feitas quando não temos outras opções. 

A curetagem por exemplo coloca a mulher em espera por três meses antes de tentar engravidar novamente, quando num processo natural, a mulher pode engravidar logo em seguida. Em alguns casos a curetagem pode ser mal indicada como em casos de endometrite e só piorar a condição de saúde. Sem contar o peso de uma anestesia, que é uma invenção salvadora, mas convenhamos que não é um procedimento suave e tranquilo... Muito pelo contrário, e se há possibilidade passar sem isso, eu com certeza escolho passar sem isso. Tenho certeza que eu ia ser daquelas pacientes que ia passar muito mal com os efeitos da anestesia e recuperação. Porque, se eu tomar café eu já fico claramente alterada, quem dirá uma anestesia.

É preciso dar um tempo, alguns dias, pro corpo responder, pra tudo voltar aos eixos e, com acompanhamento adequado é possível passar por isso sem traumas a mais, porque perder um filho já é um trauma por si só. No meu caso então, que já estava no meio do caminho pra expelir tudo, não tinha porque acelerar ainda mais o processo. Pelo menos pra mim, não há sentido. Eu sabia que ia dar tudo certo. E deu.

O Linus ficou confuso, ainda não processou o que aconteceu, diz pros amigos que ainda vai crescer um irmão forte na minha barriga, que vai nascer. Isso deixa a gente sem chão... Ele parece querer muito esse irmão. E mesmo vendo o sangue, o embrião, ele ainda não assimilou... E de fato não faz muito sentido, não é o caminho que a gente espera... E ele continua na espera desse bebê.

Sobre passar por abortos de repetição, cada um traz uma experiência diferente, a primeira de sofrimento e incompreensão. Essa de tomar controle de mim mesma diante a postura médica e estudar, entender, me defender. Nem sobrou muito tempo pra lamentar, minha energia foi quase toda a buscar mais e mais informações para fazer o que eu acredito ser melhor pra mim, para a minha família. Não que não tenha sido triste, mas ainda que triste, eu consegui olhar pra tudo isso com mais clareza, e isso tornou o processo mais fácil emocionalmente, comparado ao primeiro.

E também ter essa segunda experiência me fez repensar sobre duas outras menstruações fora de padrão que aconteceram ano passado, me questiono se não foram outros abortos, muito precoces que não identificamos. Eu sinto que sim, apesar de não haver exames clínicos que comprovem.

E agora entramos em um novo momento que eu nunca pensei que fosse passar, ir em busca de conhecimentos sobre a fertilidade de nossos corpos, analisar tudo e controlar meus ciclos dia a dia, fazer exames, essas coisas que a gente nunca pensa que vão acontecer com a gente.

Mas de qualquer forma, penso que podemos ganhar com isso, ganhar mais conhecimento e quanto mais conhecimento sobre nós, diante da medicina, melhor ficaremos pra nos posicionar, nos defender... A impressão é que, em quanto mais médicos passo, mais eu confirmo o quanto eles não são bons em explicar o que acontece com a gente, nem sabem lidar com os questionamentos e com certeza tratam mulheres de maneira desrespeitosa, ao resumir todos os nossos embates e questionamentos como raiva, frustração, nervoso, e qualquer outro sintoma emocional derivado de alterações hormonais. Porque assim parece, mulher doida, vc está frágil porque está na tpm, ou passando por aborto, ou porque está grávida... Ou simplesmente porque mulheres são assim e não vamos discutir com vocês.

Pra que raios uma mulher quer questionar tanto né? 
Só indignação com os médicos. Com a medicina... Mas isso é discussão pra outra hora.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Uma transição, um pezinho meninão, um pezinho bebezão.

Linus tem 3 anos e 3 meses agora. E já tem uma independência de menino maior.

Outro dia comi um mamão que não tava lá muito bom e fiquei passando mal, vomitei até não ter mais nada e diarréia idem, fiquei jogada na cama incapaz de fazer qualquer coisa e estávamos só nos 2 em casa. De manhã, ele pegou alguma coisa pra comer, liguei a TV e larguei o menino, eu mesma mal consegui sair da cama, nem as janelas abri, não fiz nada mesmo. Até que liguei pro Henrique voltar pra casa porque não tava dando não. Enfim, nisso o menino fez xixi sozinho no penico sem nem me chamar... respeitou meu repouso e se comportou muito bem. Quando foi chegando a hora do almoço ele veio falar comigo que queria suco e eu não falei nada pra ele, nisso, ele lembrou do suco que eu tinha feito na noite anterior e que sobrou e ele mesmo foi na cozinha, abriu a geladeira, pegou o suco, fechou a geladeira,  abriu o copo  e tomou (isso tudo eu estava escutando de longe). Depois ele voltou lá e trouxe bananas e comeu do meu lado.

E esse mesmo menino que parece não precisar mais de mim, tem momentos de chorar como um bebezinho, por qualquer coisa, porque quer colo, porque está com saudade de mamar. Deita como um bebezinho no meu colo e diz que não é grande, que é pequenininho. Ainda quer que eu dê comida na boca dele, de manhã, as vezes faz a maior cena porque quer que eu segure o pão pra ele comer. Diz que tem medo de alguma coisa só pra eu dar a mão, diz que está com saudade de mim o tempo inteiro. E me chama de mamãe passarinho (de verde e de amarelo).

Outro dia eu estava acompanhando ele no banheiro e sentei do lado do vaso sanitário e ele começou a mexer no meu cabelo... e ele começou a falar: é tãããão liiindo, é tãããão liiindo o seu cabelo... - e depois arrumou meu cabelo pra trás e me deu um beijo na testa: você é tããão boniiita. Saiu do vaso, limpamos e ele sentou do meu lado, falou que eu tinha que falar que eu era bonita e cada um de nós falamos: eu são tão bonita/ eu sou tão bonito.

Ele também tem momentos em que quer fazer tudo sozinho, ele coloca os ingredientes, ele mistura, ele mede, ele lava, ele  monta, ele conserta e ai de quem atrapalhar os planos dele. E também tem o extremo oposto, que não quer fazer nada.

Ele ainda tira a soneca da tarde e continua brigando pra não dormir... e se não dorme fica enjoado pra tudo, vê problema em tudo, se a água não está no nível certo e temperatura certa é uma das coisas mais comuns que ele implica quando está com sono e é disso pra pior, coisas que a gente realmente não consegue compreender e que esgota a nossa paciência.

As conversas tem ficado cada vez melhores, ele já sabe recontar uma história com alguma lógica, fala coisas com muita clareza do que está falando e argumenta bem. Quando tem alguma comida no prato que ele não quer, ele diz que não é boa pra ele e que é boa pra mim... e fala pra eu comer rs. E não entende quando eu digo que ele é um palhaço, fica bravo e diz que não é palhaço, que o Linus.

E ele já deixa eu cortar as unhas dele quietinho, pra mim isso é uma grande evolução! rs

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O desfralde!

Confesso que isso era um dos desafios que eu achava que teria mais dificuldade na maternidade, eu realmente não estava a fim de ficar limpando xixi e cocô de criança pela casa, ainda mais nessa casa que moro agora, que dificulta tudo, quem já veio aqui em casa, sabe... água que cai em cima, vaza pelo chão e cai lá embaixo... piso de madeira que na real é o teto lá de baixo.

Por conta disso eu nunca me apressei nem só em idéia nesse processo... afinal, me desanimava só pensar a respeito.

Nós até já tínhamos comprado penico e adaptador, mas ele usava de chapéu, até sentava, mas era só brincadeira, e ficou assim por um ano mais ou menos. E ele também sempre nos viu indo ao banheiro mas não parecia fazer questão de imitar a gente.

Daí que esse ano, algumas vezes ele fez cocô no penico por iniciativa própria, pois queria fazer no meio do banho e não queria continuar o banho no caldo de cocô e ele acabou fazendo no penico sem nenhum estresse. Mesmo assim eu não engatei o desfralde...

O que aconteceu esse ano também é, que por ele estar me acompanhando na faculdade, nós passávamos muito tempo fora de casa, então isso era um empecilho pra começar um desfralde, e eu já começava a pensar num desfralde pra essas férias, afinal, o menino completou 3 anos em outubro e 3 anos é uma idade boa pra isso.

Chegou novembro e a professora dele comentou que outros coleguinhas estavam desfraldando e perguntou se eu queria começar, daí, assim que eu entrei de férias (que eu até antecipei uma semana por conta própria), começamos o desfralde, na última semana de novembro.

No primeiro dia, ele errou 3 vezes em casa e mais uma na escola. Ele não ligou de usar a cueca, mas também não avisava e ainda dizia que era mais fácil na fralda.

No segundo dia, eu me empolguei pra fazer uma tabelinha, pra ele preencher com adesivos e a história mudou!

A foto tá ruim, mas essa é a tabela (hoje toda cheia de adesivos)

A idéia era que ele ganhasse um adesivo pra cada acerto de cocô ou xixi, e no final, faríamos um passeio pro zoológico. Quando contei pra ele, ele ficou encantado com os adesivos e não deu a mínima pro passeio... disse que a gente já tinha ido e não era pra ir (e até agora não quer ir, vai entender).

No dia seguinte, ele já parou de fazer xixi no chão. Ele queria ficar sentado no penico por muuuito tempo, tipo 30 minutos pra mais, até conseguir, pra ir lá ganhar o adesivo, fazíamos muita festa e ele colava o adesivo.

Na escola ele fez no chão de novo, mas acho que era muita pressão na escola, todos indo juntos, sem distrações, num assento maior.

No outro dia ele continuou fazendo no penico em casa, ainda ficando bastante tempo e na escola ele segurou até eu chegar na escola, pra ele fazer comigo do lado, no banheiro da escola mesmo, Deu tudo certo nesse dia.

O dia seguinte era um sábado e ele ficou com o pai o dia todo pra eu fazer um curso. Ele fez xixi no chão duas vezes.

E daí pra frente ele engatou de vez, já era férias da escola e começou a ficar o tempo todo comigo. Começou a avisar certinho tanto pra xixi quanto pra cocô e sem muita demora. Agora é sentar e fazer, rapidinho.

Outra coisa legal é que ele consegue segurar um pouco até chegar ao banheiro. Já saímos com ele e ele agüenta segurar até chegar no banheiro e até viajamos com ele pra praia e ele segurou a viagem toda. Não teve nenhum problema com o controle do xixi e cocô, aliás, as vezes, ele segura até demais... todo dia de manhã ele vai fazer o primeiro xixi lá pelas 10h. Isso porque o último que ele fez foi no dia anterior... lá pelas 19h.

E sobre desfralde noturno? Bom, no início eu fiquei com medo de xixi na cama... mas ele mesmo não queria colocar a fralda, colocamos por 2 dias e nunca mais, e até agora não rolou nenhum na cama.

Acho que foi um sucesso!

Fazendo as contas:

Eu limpei 3 xixis
O pai limpou 2 xixis
E a faxineira da escola limpou mais 2.

E foi só isso!

Ah! Legal também que ele não se abala de ir do penico, pro vaso sanitário, nem mesmo sem redutor, fora de casa dando apoio com as mãos, ele vai que vai.

Fico muito feliz e aliviada que foi tranquilo!

Melhor coisa mesmo é esperar!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Linus e seus 3 anos.



O Linus completou 3 anos dia 5 de outubro! Êêêêêê!

Estou achando uma lindeza essa idade porque, apesar dos pesares, ele tem falado cada vez mais, criado cada vez mais pensamentos mais complexos, juntados pedaços de idéias e construindo um discurso muito particular dele e eu acho tudo incrível.

E nesse último ano muita coisa aconteceu! Quando eu acho que as mudanças vão diminuindo, vem ele e me surpreende de novo! Por isso é tão legal acompanhar de perto o crescimento dos pequenos.

Hoje em dia ele já sabe falar se tem fome, se tem sede, o que quer comer ou beber, já sabe onde as coisas ficam guardadas, já sabe o que tem dentro da geladeira... pede pra fazer as coisas que ele quer e algumas ele mesmo sempre faz questão de ajudar a fazer.

Por exemplo, hoje de manhã não tinha pão feito (aqui em casa fazemos pão caseiro graças a nossa querida máquina de fazer pão) e falei que íamos assar pão de queijo. Ele que estava acordando ainda, abriu o armário, pegou o pote que eu costumo usar quando faço pão de queijo caseiro, e já começou toda uma movimentação de quem ia começar a preparar uma receita... daí eu mostrei que estava congelado e ele já foi escolhendo a forma que ia ser usada, esperou eu untar e foi arrumando os pãezinhos... quis colocar a forma no forno, parte que é mais chata porque mesmo que eu fale que é quente e queima, ele quer fazer tudo... tem que dar uma contornada, falar pra ele me passar a forma, que eu coloco lá dentro e mesmo assim ele não fica satisfeito. E seguindo o café da manhã comendo outras coisas, ele lembra sempre de perguntar se está pronto.

Ele sempre gosta de fazer o suco de limão, naqueles espremedores... enfim, tem várias coisas que ele já quer fazer e insiste em fazer sozinho, muitas vezes fala bem sério pra gente: eu que vou fazer, você não vai!

Mas também, tem os momentos opostos, em que ele não quer fazer nada, quer que eu dê o chá na boca dele, que eu segure o pão pra ele comer, que eu leve no colo e várias outras coisas que eu nem lembro!

Ele está falando muito melhor, ainda enrola em algumas palavras, mas já dá pra entender e ao mesmo tempo fala de um jeito muito fofo! Sem contar as frases e o jeito que ele solta elas!

Ele também entrou na fase de definir o que é dele e o que é dos outros, pra ele o ideal é que cada um tenha o seu, caso não dê pra ser assim, ele insiste que as coisas são dele... e ele não diz "é meu, é minha", ele diz "é de mim".

Inclusive, várias vezes ele pergunta: alguém pega aquela alguma coisa de mim?

Aí fica meio difícil, mas é muito fofo.

Outra coisa sem pé nem cabeça que ele fala é ficar discursando, narrando fatos que ele viu em outro momento ou em um desenho, como se estivesse acontecendo realmente naquela hora... daí do nada ele diz: óia mãe, a mãe dela tem uma blusa azul e ela virou um urso!

A gente só ri... porque não tem nem muito o que falar!

Às vezes, quando ele não quer que a gente fale com ele, porque ele não quer falar sobre um assunto, ele  começa a cantar lálálálá ou manda: pára de falar comigo. Super cheio de não me toque, fala com a minha mão! Imagina com 15 anos, tomara que até lá a gente consiga melhorar essa comunicação! haha

Uma coisa que melhorou na comunicação, é que agora conseguimos fazer acordos com ele, por exemplo, ele fica mais 10 segundos no banho e depois disso ele sai, daí eu conto até 10 e ele entende que é hora de sair. Ou assiste o desenho até acabar o episódio e depois desligamos a televisão.... e por aí vai.

Em relação a coordenação dele, ele já é muito mais seguro, consegue fazer coisas como organizar brinquedos pequenos de maneira muito controlada, consegue pintar dentro das formas, preencher todos os espaços, mesmo que borrando tudo... ano passado ele não fazia nada disso. Ele já sobre sozinho em todos os brinquedos do parquinho, vai até o último andar do trepa trepa... consegue carregar a mochila da escola nas costas, sabe calçar os sapatos sozinho, apesar de quase sempre preferir que façamos isso pra ele. Já sabe tirar toda a roupa mas também prefere que façamos por ele.

Ele já sabe contar alguns números e sabe diferencias números de letras, mesmo que sem saber o nomes certinho. Ele voltou a ler livrinhos antes de dormir, e esse tem sido um momento dele e do pai, que é bem legal, já que eles passam pouco tempo juntos no fim das contas.

Falando em hora de dormir, ele ainda acorda a noite de vez em quando, mas é bem raro... ultimamente tem acordado falante, falando pelos cotovelos, e quer sair do quarto com tudo na mesa pra ele comer.

Na real, comer mesmo, ele curte só o café da manhã... as refeições de comida mesmo ele não gosta e tem sido bem enjoadinho pra comer, não aceita muitas coisas e mesmo essas ele come pouco. Experimentou algumas coisas novas que ele nunca tinha aceitado antes, como queijo branco, paçoquinha e castanha do pará!

Na escola, ele já tem a panelinha dele, convidou 4 amigos pro aniversário, deixou bem claro quem ele queria na festa dele e quem ele não queria. No fim das contas veio só uma amiguinha, mas deu pra ver como eles se davam bem, se abraçaram, tiraram foto sorrindo juntos, era nítido que eles ficavam a vontade um com o outro.

Esse ano, ele ficou bem ansioso com a festinha, por meses ele perguntava quando ia ser a festa dele, acho que por conta de acompanhar as comemorações na escola... quando foi a festa dele, ele pediu chapéuzinho e bolo de chocolate. Cantou parabéns e bateu palmas, assoprou as velinhas e quis ajudar a cortar e distruibuir o bolo. Foi muito amor!

Acho que essas são as coisas mais importantes dessa fase!

Estamos gostando muito :)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pensamentos sobre a vida dentro e fora da cidade grande

Eu estava agora lendo um texto que falava na questão de como alguns assuntos se tornam tão complicados para serem conversados com os filhos: morte e nascimento são os assuntos que parecem mais assustar os pais.

Fiquei pensando se quem mora numa fazenda tem as mesmas questões, ou se essas questões tem o mesmo peso.

Pensa comigo, uma criança que cresce num lugar onde ela convive com animais, com certeza vai acompanhar todas as fases de desenvolvimento dos bichos. Vai ver ovo virando pinto, virando frango, virando galo ou galinha... vai ver eles cruzando, um em cima do outro com movimentos estranhos e tudo mais e vai ver o ciclo continuar... vai ver o ovo sair da cloaca e assim vai. E vai pegar esse ovo, que ele sabe que pode vir a ser um pinto... mas vai comer, porque sabe que é comida, que faz parte da vida comer, assim como vai ver algum outro bicho invadindo o galinheiro pra roubar ovos.

Vai ver os pais matando o frango desde pequeno, vai ser normal pra ele conviver com o nascimento e morte. E não só dos animais que criam, mas de todos que circulam por lá... minhocas, insetos, pássaros, ratos. Vai ser normal lidar com corpos mortos, enterrar, ver aquilo se tornar alimento pra outro animal ou voltar a virar terra.

Vai ver animais mais próximos se procriando, vai ver um bezerro nascer no tempo dele e indo mamar, de um jeito natural e longe de aparelhos médicos, sem a idéia de tortura que existe hoje em dia em relação ao parto.

Também vai ver outros jeitos de nascer, de sapos, de peixes, de insetos...

Eu honestamente acho muito rica essa vivência que a cidade não tem. Queria ter vivenciado isso, até hoje tenho vontade e estou em busca disso. Acho digno conseguir lidar com toda a vida que envolve e a minha, se como o que como, sinto desejo de vivenciar todo o processo, seja vegetariano ou não. Quero ver a semente virar verdura, assim como quero ser capaz de cuidar da minha galinha e meus ovos, dos peixes e tripas. Quero poder aproveitar tudo e fazer do descarte um reaproveitamento de energia, quero me sentir parte da natureza, interferindo de maneira a não deixar lixo, não estragar o equilíbrio das coisas.

Não acho que a cidade seja ruim também... pra quem vive na cidade, temos muitos benefícios também, prezo muitos deles. Mas os nossos de pessoas da cidade geram tanto lixo que ultimamente tenho me sentido meio mal de pensar a respeito.

Viajei e perdi o fio da meada....

E já é hora de pegar o menino na escola.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Já faz mais de um mês que desmamamos




Desmamamos, no plural, porque foi um processo entre nós 2, não só dele, eu também me alimentava daquele momento.

Amamentar pra mim sempre foi uma coisa muito natural, nunca pensei em mamadeiras, nunca sequer cogitei, pra mim era isso ou era isso, e assim foi. Sequer questionei não dar o peito, afinal é pra isso que ele serve, e é disso que os bebês precisam... e se eu estava presente, porque não ser assim? Acreditava tanto nisso sendo uma coisa muito natural que em toda a minha gravidez não li nem busquei saber nada a respeito de amamentação, pra mim era só colocar o bebê lá e pronto, ele faria o resto. rs. Coitada de mim rs... podia ter dedicado um tempinho pra me preparar pra isso, me faria bem!

Acontece que o menino nasceu todo lindo, parto natural... todo choroso escandaloso sedento de mamãe... e eu colocava ele na teta e... ele dormia! Eu tinha que ir cutucando, tirando roupas do menino... daí ele dava uma mexidinha e mamava mais um tiquinho... lá na casa de parto chegaram a pingar uma gota de água gelada no canto da boca pra ele acordar! E ele acordava mesmo rs... bom, só que nisso o leite não deu muito as caras, eu estava achando que não tinha acontecido a magia ainda e me deram Plasil(um remédio que ajuda na descida do leite, pelo menos foi o que me disseram - hoje penso que foi desnecessário, dessas coisas que nos pegam pela falta de segurança -  por isso é tão importante se informar o máximo possível pra sentir segurança nas próprias decisões)... bom, daí eu fui pra casa ainda com os peitos tamanho normal e de repente o negócio explodiu, fui do tamanho 36 pro 42 em coisa de um dia, sei lá! Tive mastite umas 3 vezes (inflamação), sentia dores terríveis, tanto que eu sempre falo que senti muito mais dor pra amamentar que pra parir! Nisso também o Linus nunca fez a pega bem certinha, me machucou bastante, não a ponto de sangrar como já li umas histórias por aí, mas chegou a sair uns tequinhos de pele e depois calejou... ah, mas demorou uns 4 meses pra parar de doer, mas eu não deixei de dar, e não era nem uma questão de honra, eu simplesmente nem cogitava dar outra coisa (mas me orgulho de ter sido assim, te ver que tanta gente sabota a amamentação alheia  eu não deixei isso acontecer).

Amamentar nesse primeiro momento com um recém nascido é importantíssimo, tanto pelos benefícios para a saúde do bebê, coisa que todo mundo sabe (ou pelo menos deveria saber) mas também foi pra mim, como  mãe e imagino que pras outras mães também.

Naquele início de relação entre eu e ele, a hora da amamentação era a nossa conversa, nosso entendimento, nosso momento de se sentir seguro um com o outro. Ele não fala, não dá pra achar que se conhece um bebê conversando com ele do jeito que conversamos com adulto e a amamentação é o primeiro fio da conversa mais intima que você pode ter com alguém... é nessa hora que você querendo ou não muda todo seu ritmo de vida pra entender as necessidades do filho, seja ele como for, você vai sentar lá e esperar ele se saciar, seja pela fome, seja pelo toque... no caso do Linus, quando engatou a mamar, eram 40 minutos de 2h em 2h mais ou menos. Amamentar é esperar o tempo dele, é o primeiro exercício que eles nos propõe, o primeiro desafio, que se desdobrarão em muitos, todos com a mesma questão: é preciso ter paciência e esperar o tempo dele. E não tem jeito, quem diz o ritmo é ele.

E dá trabalho, dá muito trabalho, tem leite vazando, tem roupa fedida, tem gente pentelhando dando opinião demais, tem dor, tem hora que ele não aceita o peito. É realmente um exercício de muita paciência e força de vontade. Comigo foi assim, eu tive que insistir pra nossa conversa ficar boa de verdade, demorou uns 3 ou 4 meses rs. Mas daí pra frente já éramos super íntimos haha, ele confiava em mim, eu só tinha olhos pra ele, éramos alimentados de muito amor, amor que começou com a amamentação e que se estendeu pra tudo, inclusive pra ter muita tolerância e compreensão com o jeito chorão escandaloso dele... e de verdade, quando eu amamentava em livre demanda, tinha muito mais paciência e aguentava ouvir muito mais choro que hoje em dia! E vou confessar, hoje me irrito profundamente quando ele começa com choro manhoso... tenho certeza que não enlouqueci nem joguei ele pela janela antes por estar tomada de ocitocina da amamentação! Salve amamentação.

Seguimos 6 meses de amamentação exclusiva e chegou a hora de comer... fiquei meio perdida em como encaixar as refeições no meio das mamadas e tal, mas deu tudo certo com a dinâmica toda... só não deu mais certo porque ele tinha nojo de comer! Pois é, ele cuspia tudo, a gente festejava se ele comesse 5 colheradas! E nisso o que acontece? Mais preocupação, eu achava que ele ti-nha que comer papinha igual eu tinha lido nos blogs da vida... mas eu não dei o tempo dele nem segui minha intuição... era meio sofrível fazer todas as papinhas naturebas, sabores variados e o menino só cuspir... até que eu desisti (desisti naquelas, eu dava sempre mas nem botava fé que ele fosse comer, e ele de fato não comia) e apesar de tudo, ele ainda tinha o meu leite... lá pelos 9 meses eu desencanei de vez das papinhas e comecei a dar a comida do meu prato(o problema, que fui descobrir depois, é que ele odeia comida mole, com molho, amassada, purês etc)! E deu certo, foi aí que a alimentação sólida começou a ganhar a vez... e eu fui diminuindo as mamadas.

E apesar de acreditar no tempo dele eu também senti que a amamentação era uma conversa de dois e não de um só e nisso fui também colocando minhas regras nessa história toda. Com a alimentação sólida mais estabelecida, menino deixando de ser tão bebezico eu fui aos poucos mudando a livre demanda.

A primeira mudança foi não oferecer mais o peito em lugares públicos, principalmente porque sempre fui meio atrapalhada com a logística toda de colocar os peitos pra fora pra amamentar e isso atraia muito mais olhares do que eu gostaria. E nisso algumas mamadas se perderam, no começo ele chorava bastante, mas me mantive firme e logo ele não ligava mais de não mamar no metro ou no ônibus, aprendeu a lidar com isso. E ficamos assim por um bom tempo. Ele ainda mamava em casa, na casa das pessoas que visitávamos, mamava a noite toda... mamava sempre que pedia.

Depois o segundo passo foi tentar limitar os lugares onde ele mamava e dependendo da situação eu pegava no colo e distraia com outra coisa, ia dar uma volta, tentava brincar, oferecia outra coisa pra comer e deu certo, a partir daí então ele só mamava no sofá e na hora de dormir. Outras mamadas foram cortadas.

A parte mais difícil de desmamar foi a noite, quando ele tinha cerca de 1 ano e 10 meses, nessa época ele ainda acordava de 2h em 2h pra mamar e não estava voltando a dormir com facilidade... estava muito ruim e seguramos a onda até as férias do Henrique pra desmamar a noite juntos (tem um post falando só disso). No fim das contas deu tudo certo e o Linus começou a dormir a noite toda, as vezes ainda acorda algumas vezes, mas não mama mais.

Depois disso colocamos o Linus na escola por meio período e era a tarde toda sem peito, nisso restaram só duas mamadas. Aos poucos tirei a mamada da manhã, distraindo algumas vezes e em outras negando mesmo, dizendo que só mais tarde e ele entendeu que essa não tinha mais,

Ficou por último uma mamada que era na volta da escola, ele voltava, já sentava no sofá e pedia.... passava um tempão mamando, aproveitando a única do dia.

Daí que nessas férias de meio de ano meu irmão me chamou pra viajar com ele e com a filha dele de 4 anos e passamos 4 dias longe do nosso sofá e o Linus sequer pediu, estava tão entretido com a prima que nem ligou e assim que chegamos em casa, ele pediu pra mamar de novo e eu deixei. Mamou por 2 dias e logo viajamos de novo, dessa vez com o pai junto. Foi uma viagem de 9 dias e ele pediu pouquíssimas vezes e conseguimos distrai-lo com outras coisas... foi então que o desmame se concretizou.

Ele sentiu falta sim, pediu várias vezes aqui em casa, mas depois de quase 10 dias sem, eu resolvi colocar o ponto final dessa parte do nosso relacionamento. Argumentava que não tinha leite, o que argumento até hoje se ele pedir, dei mais colo nesse primeiro momento... mas vou confessar que ele não mama desde 1 de junho mas ainda hoje se eu ordenhar ainda sai uma gotinha (e lá no fundo eu tenho vontade de deixar ele mamar de novo).

Fico feliz por ter sido assim, amamentei meu pequeno por 2 anos e 9 meses, sem traumas, sem muita pressão (só um pouquinho), com calma, sem sofrimentos nem pra ele, nem pra mim. Não me abalei com as controvérsias que a amamentação gera, fiz o que acreditei ser certo e boto muita fé que isso fez muito bem pra nós 2.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

2 anos e 7 meses

Faz muito tempo que não escrevo sobre o desenvolvimento dele e tal, mas ontem foi a reunião na escola dele e ver assim as coisas todas faladas e comentadas me deu vontade... pela recordação mesmo. E eu bem sei que esqueço de tudo, sem escrever não vou lembrar quando as coisas foram acontecendo.

Então bora lá

- Ele já sobe desce escadas sem ajuda, mas as vezes pede ajuda
- Já sabe o que é em cima, em baixo, atrás, em frente e do lado
- É muito cuidadoso e metódico com tudo, pra ele tudo tem uma ordem certa a ser seguida e se não for assim ele chateia profundamente
- Voltou a comer feijão (pra nossa alegria)
- Já sabe tirar e colocar os sapatos (de velcro)
- Já entende quando explicamos alguma coisa sob o argumento de "depois"
- Atende o telefone sozinho e diz "Auô? Quem é?"
- Tem paixão pela vovó e pelo vovô
- Tem muito senso de igualdade, pra ele todos tem que ter as mesmas coisas, se ele tem um prato, todos tem que ter, se ele tem um brinquedo, todos tem que ter e assim por diante...
- Pede pra ir no parque quase todos os dias
- Já fala com uma pronuncia boa, e com idéias mais complexas, já parece mais uma conversa
- Tem uma memória impressionantemente boa, lembra de coisas que viu ou ouviu só uma vez, há muito tempo atrás
- Já entende como as plantas funcionam, da semente até o fruto, a verdura em si -  e isso aprendeu com as árvores e horta em casa... ele me ajuda com a sementeira e ama regar tudo
- Ainda usa fraldas e não demostra interesse pelo penico
- Está dormindo melhor, as vezes segue uma noite inteira até as 6h.
- Gosta muito de cozinhar, o que mais fazemos juntos é pão, pão de queijo e bolo.
- Tem preferência pela granola de cacau e banana da mãe terra (quer mais? rs)
- Gosta de ver desenho na tv, já sabe pegar o dvd na caixinha e colocar no aparelho. A Dora Aventureira é hit aqui em casa.
- Pedalou na motoca uma vez pra nunca mais
- Continua absurdamente tímido
- Já dá sorriso falso pra câmera
- Segundo a professora, pinta muito bem pra idade dele -  eu acho lindo de qualquer jeito haha
- É o repressor da casa, não deixa ninguém cantar nem dançar e logo manda "Paie com isso você dois!"
- Ele conta engraçado é tipo assim: 1, 2, 9, 10!
- Comeu cogumelo e gostou
- Ama pizza, que tem que vir com tomate, pra ele tirar e me dar... vai entender, ele não come, mas fica triste se não tiver.
- Ganhou um dente cinza na escola, um dia foi braquinho e voltou cinza... pelo que ele me contou, o Pedro bateu na boca dele, mas a professora disse que não viu nada... que ele nem chorou naquele dia.


Acho que é isso...
Caminhando pra 3 anos!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Agora sim, relatando o sono do Linus.

                                                    Brincando com o sono do anjinho.



Fica aqui relato pra mães desesperadas, de primeira viagem, como eu que não sabia mais da onde tirar energia para lidar com o sono difícil do filho.

Quando o Linus nasceu, ele era como qualquer recém nascido que dorme demais, dormia tanto e tão profundamente que eu tinha que ficar acordando ele na hora de mamar porque ele adormecia muito rápido. Na real ele tava tirando uma com a minha cara, me acostumou mal depois me deu um belo de um golpe! rs

Um mês depois o mundo dele mudou... sabe-se lá porque ele começou a chorar muito... na real a chorar todo o tempo que estava acordado e uma vez acordado era absurdamente trabalhoso e cansativo conseguir fazer ele dormir. E uma vez que pegasse no sono, era impossível deitá-lo em algum lugar. Ou seja, minha vida era tentar fazer ele descansar um pouco e eu nisso não descansava nada. E isso durou 2 meses.

Nesse meio tempo, depois de muitas buscas por soluções, eu achei e tentei o método do Dr. Karp( exterogestação) e isso ajudou demais, só que a gente ainda balançava o Linus de um jeito muito mais cansativo... ele parava de chorar, mas tinha que manter o ritmo por um bom tempo até ele pegar no sono de fato. A partir do segundo mês ele já dormia na nossa cama, era impossível acompanhar as acordadas dele, em média de 2h em 2h e mais 40 minutos para ele voltar a dormir.

Pra quem quiser conhecer:
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 1
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 2
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 3
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 4

Aos 4 meses, pela primeira vez, um dia depois de trocar a fralda, ele ficou acordado e sem chorar deitadinho no trocador por cerca de 5 minutos. Aquilo foi um êxtase! Como assim ele não está chorando!? Pra mim era já era muito normal ouvir ele chorar a qualquer momento, e principalmente com qualquer gesto de separá-lo do colo. Imagina isso, era inacreditável isso pra mim, naquela época. E foi acontecendo mais vezes, 5, 7, 10, 15 minutos! E eu deixava ele deitado até ele reclamar... e o tempo ia aumentando... dava pra deitar um pouco na cama com ele, isso foi muito bom pra mim. Mas ele ainda chorava muito e não dormia com facilidade.

Ele foi crescendo e até cerca de um ano de idade o padrão era esse... nada mudava muito de verdade, ele com dentes nascendo ou não o que mudava era que ele babava muito, a irritabilidade era sempre meio que a mesma. Um dia ou outro pior. Mas nada aparentemente justificável. Saídas de casa eram transtornantes, ele sofria demais no carro, no metrô, no carrinho, no ônibus, em lugares fechados... nos parques tinha pavor de encostar na grama ou em árvores! A gente até brincava que se soltássemos o menino na grama, ele levitava, tanto era o esforço dele pra não encostar! Com o tempo foi melhorando, mas levou um booom tempo!

Dos 4 meses a 1 ano e 10 meses tínhamos uma rotina muito fixa, que eu respeitava sempre, sem cogitar fugir dela. Essa rotina surgiu de uma observação dos próprios hábitos do Linus. Durante uma semana inteira eu anotei tudo que acontecia com ele e com os horários, tudo mesmo, quando comia, como comia, quando mamava, quando chorava mais ou menos, quando dormia, quando acordava, quando era mais calmo... e nisso encontrei um padrão de sono e fome que me orientaram e isso fez a vida se transformar incrivelmente... tudo começou a ficar mais previsível e eu poderia então evitar que ele se irritasse demais com a fome e principalmente com o sono. Nessa rotina também tínhamos o cuidado de não ter televisão ligada enquanto ele estava acordado, abaixar o ritmo de brincadeiras perto dos horários de sono, deitar na cama com a luz mais apagada, mesmo que ele ainda mamasse pra dormir (ele mamava deitado, dormia e eu saia do lado e deixava ele na nossa cama, com rolos de edredom em volta  e a cama encostada na parede -  pra quem quer mais segurança, siga essas dicas de cama compartilhada). Com o tempo acrescentamos um momento de ver livrinhos e músicas de ninar antes de dormir...E esse era o padrão toda noite, com acordadas cronometradas de 2h em 2h, daí era mamar e dormir!

Até que um dia isso começou a me cansar demais. O Linus já não pegava no sono tão rápido, cheguei a ficar mais um uma hora com o menino pulando de peito pra peito e não cair no sono profundo, ficar só naquela "chupeitação" e não me deixar ir embora nunca, completamente apegado e meu peito dolorido, sem contar as costas e meu humor indo pro lixo, tentamos uma noite um desmame abrupto e foi horrível pra todo mundo, desistimos por um tempo... então comecei a pesquisar sobre desmame noturno e achei o método do Dr. Gordon e decidi aplicá-lo em nossas vidas assim que o Henrique entrasse de férias, afinal, seria cansativo. Quando isso aconteceu, nós já tínhamos mudado de casa, Linus tinha seu quarto e sua cama (com gradinha do lado)... ele tinha 1 ano e 10 meses. E fizemos passo a passo, com muita convicção que daria certo e seguros por estarmos nós dois ao lado dele nesse momento difícil na vidinha dele. E deu supercerto. Ele não chorou tanto quanto esperávamos, deve ter chorado por 5 minutos seguidos em cada acordada, até que na sétima noite ele dormiu 8 horas seguidas! Nós estranhamos muito, mas foi um momento muito feliz! Eu me senti muito aliviada, mesmo eu mesma acordando várias vezes, eu já tinha de volta a minha mobilidade na cama, meus peitos livres e tudo com tranquilidade, sem mastite, sem dores, sem culpa! Ele ainda acorda uma vez lá pelas 4h30 pra mamar, mas é muito mais tranquilo, é algo possível, que não me incomoda, ele chama, eu deito com ele na cama dele, ele mama e ficamos até umas 7h da manhã.

Durante o dia as sonecas sempre duraram 40 minutos, com raras exceções. Sempre mamando pra dormir, não me lembro exatamente quando desvinculei o sono com as mamadas, mas foi cerca de 2 anos de idade, ou fazendo dormir andando no carrinho, ou ninando um pouco no colo e com o tempo conseguindo (com muita paciência) fazê-lo dormir direto na cama, deitando com ele até pegar no sono profundo.

Hoje em dia ele frequenta a escola e acaba dormindo bem na hora de ir pra escola, levo de carrinho, ele dorme no caminho e eu espero ele acordar pra deixá-lo lá. Depois disso dorme lá pelas 20h, segue as 8h de sono, acorda, eu vou e ficamos até a hora do café da manhã.

Com a idade e a fala se desenvolvendo cada vez melhor, a rotina tem se flexibilizado, já que ele já consegue se expressar melhor, então vamos nos desapegando aos poucos e confiando no que ele nos transmite, tem sido cada vez melhor!

Então, pra você, mãe desesperada: acredite, vai melhorar!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sobre a mulher que surgiu em mim....

...depois que tive o Linus, ou melhor, depois que voltei a menstruar!

Primeiro que vivenciei uma gravidez muito tranquila, cheia de carinho e amor exalando pelos meus poros... eu conseguia gostar até de quem sempre me irritava, de verdade, eu era só amor.

Daí o Linus nasceu e eu continuei me mantendo num geral, muito amorosa só que muito cansada, absurdamente cansada e solitária... porque diferente de uma boa parcela das recém mães, eu escolhi  (nem sei se tinha escolha na real) encarar tudo sozinha e o Henrique passava 12h do dia fora de casa, trabalhando.

E foi bem um ano e dez meses meio que nesse clima... pra mim era isso, daqui pra frente era isso.

Daí eu menstruei!

Gente, que isso?!
Ninguém me falou que isso ia mudar tudo!

Assim, antes da gravidez eu meio que me gabava por não ter tpm, cólicas, nem nada daquilo que todas reclamam da menstruação (tá aí, até nisso cuspi pra cima... e caiu bem no meio da minha cara). Eu nunca entendia aquilo, respeitava, nunca falava nada... mas nunca compreendi de fato.

Daí que agora eu tenho tudo isso! Eu tenho mais oscilações de humor do que tive na minha vida inteira e por metade do mês! E inclui nisso um desconforto físico durante a menstruação e dores estranhas que não são exatamente cólica, é uma dor de pele, como se tivessem me socado a vulva e eu estivesse me recuperando de um grande hematoma! (é só comigo?!)

Não sei se cheguei no nível que vi de algumas mulheres de falar que não podem fazer alguma coisa por conta da menstruação ou por agredir gratuitamente as pessoas, mas meo deos...  tem dias que é foda, vou da angústia pra vontade de chorar de alegria em segundos!

Minha impressão é que eu não vou me adaptar nunca! É muito caos pra mim...

E vocês, mães leitoras... como a maternidade mexeu com o humor de vocês?


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Frescura pra comer?!



A aflição do Linus em comer texturas molhadas, cremosas e pastosas é tanta, que ele come a banana pelas bordas!

E ainda preciso fazer um post sobre a dificuldade em alimentar esse menino!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Seu filho briga pra dormir? Dorme mal?

Comenta aí pra me consolar sobre sua história...... depois quando me restar alguma energia eu discorro mais sobre nosso caso... vê se vem algum bom humor nesse momento! rs

Pra ter noção, são 2h de luta pra ele dormir e se nega a dormir por tudo tudo... ontem gritou por mais de meia hora, inclusive de madrugada. Hoje enfiou a mão na goela até vomitar.

E a paciência?!

São mais de 2 anos nesse ritmo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A natureza da dependência

Na verdade eu queria ter escrito sobre como eu acho ruim um desmame abrupto assim como qualquer outra etapa na vida de uma pessoa ser feita sobre pressão forçando uma coisa além do limites dessa pessoa e como isso gera um trauma e principalmente em crianças e bebês. Mas como ando sem jeito pra parar pra escrever e nas minhas idas pelas blogosfera, achei esse texto que achei muito bom, resolvi publicá-lo aqui.


A NATUREZA DA DEPENDÊNCIA
Recentemente, conversei com uma amiga que teve seu primeiro bebê há seis meses. Essa amiga comentou que iria começar a dar a mamadeira para seu bebê de forma que ele pudesse ter comida sempre que desejasse. O que eu realmente pude sentir foi que ela creditava que poderia, através disso, ensinar seu bebê a ser mais independente e que, por isso, talvez, sentisse que a dependência de sua criança fosse causada por uma deficiência dela. Nota-se que minha amiga partilha das concepções erradas que existem atualmente de que a dependência é ruim e a independência é algo que pode ser ensinado. Mas ai existe um engano. A independência é uma condição que surge da própria relação da criança com a dependência.

Nós temos um preconceito cultural muito grande em relação à dependência. Qualquer emoção ou comportamento que indique fraqueza representa dependência. Isto fica evidente na maneira como nós forçamos nossas crianças a realizarem coisas que estão além de seus limites pessoais. Com isso, estamos afirmando que os padrões externos são mais importantes que a experiência interna da criança. Fazemos isso quando desmamamos nossas crianças em vez de confiar e acreditar que elas possam fazer isso por sua própria conta e na hora certa; quando nós insistimos que nossas crianças se sentem à mesa e comam toda a comida só porque achamos que o alimento que escolhemos é mais saudável e eficiente, em vez de confiarmos, que eles comerão bem, comendo o que está de acordo com o apetite deles; e quando nós os treinamos para a higiene numa idade muito precoce em vez de confiar que eles aprenderão usar o banheiro quando eles estiverem neurologicamente prontos.

Quando nós, que somos pais, assumimos que sabemos o que é melhor para nossas crianças no que diz respeito à experiência interna deles, e que somos nós que temos que lhes mostrar quando e como realizar determinadas tarefas características do desenvolvimento humano básico, nós os ensinamos que os padrões externos são mais importantes e mais precisos do que os que eles sentem e pensam.
Dois estudos científicos recentes refletem este preconceito cultural que despreza a fraqueza e a dependência das crianças. Um dos estudos comparou crianças que iam ser e estavam no colo de suas mães e crianças que foram vacinadas sem a presença de suas mães. As crianças que foram vacinadas na ausência de suas mães choraram muito menos. De posse desses dados, os investigadores concluíram que seria melhor que os pediatras desencorajarem a presença das mães durante vacinação porque as crianças poderiam controlar melhor suas reações às injeções na ausência delas. Obviamente, os investigadores deste estudo foram parciais no que diz respeito às expressões emocionais e acreditaram que a expressão emocional das crianças sob tensão era uma forma de fraqueza.
Minha experiência é bem diferente. Eu notei que meus quatro filhos comportam-se de formas diferentes quando nós estamos em viagens ou estamos longe de casa. Nas viagens, eles controlam bem coisas, se dão bem entre si, e aceitam horas irregulares de sono irregulares ou mudanças na alimentação, mas ao voltar para casa é que as coisas mudam. Em casa, eles brigam, choram, e brincam. Eu acredito que esse é um comportamento normal para pessoas de todas as idades. É comum que as pessoas se unam quando enfrentam uma situação estressante ou então, isolarem-se e mesmo brigarem quando estão em território seguro. Para uma criança, o território seguro é a casa, a mãe, ou o pai.
Então, era perfeitamente normal para aquelas crianças que iam ser vacinadas, chorassem sob a tensão da experiência, na presença de suas mães. A presença das mães dava-lhes liberdade e confiança para que chorassem. A conclusão deste estudo poderia ser: Que é melhor que as mães das crianças estejam presentes quando as crianças forem vacinadas. Assim elas podem controlar melhor a sua experiência de sentir medo, expressando-o.
Um estudo administrado por Margaret Burchinal da Universidade de Carolina do Norte em Chapell Hill, e publicado em fevereiro 1987 na Psychology Today, compararam crianças jovens que foram cuidadas em casa por suas mães desde o nascimento, com outras crianças que haviam ficado em creches desde a tenra infância. Este estudo concluiu que as crianças criadas fora de casa pareciam menos inseguras do que aquelas que haviam ficado em casa com suas mães. Poderíamos discutir que o que "parece" ser insegurança é uma avaliação subjetiva que não tem bases cientificas. Minha experiência diz que a insegurança é uma resposta absolutamente "apropriada" e normal. As crianças jovens são especialmente sensíveis a pessoas novas em seu ambiente, e esta sensibilidade muda na medida em que seu ambiente se altera. Por exemplo, cada um de meus filhos relaciona-se de forma diferente com estranhos. Esta diferença está diretamente ligada com quantas pessoas nós encontramos fora de nossa casa. Meu quarto filho que cresceu fazendo contato com muitas pessoas que trabalhavam comigo na revista, às vezes parece uma criança mais segura do que minha primeira filha que foi criada num ambiente rural, onde era vivia mais isolada.
As pessoas que estudam animais lhe dirão que bebês animais, conhecidos por sua curiosidade, são mais cautelosos que curiosos. Seria a precaução ou a cautela consideradas uma forma de insegurança? Às vezes agimos como se desejássemos que nossas crianças "surgissem do útero", completamente socializadas, e não aceitamos as experiências que elas têm com o mundo e nem suas personalidades individuais. Mas é simplesmente o passar do tempo que desenvolve a socialização. Não há como apressar isso sem causar problemas.
Quando rejeitamos as expressões de fragilidade da criança - comportamento que nós também rejeitamos em adultos - nós criamos uma guerra dentro delas. Em primeiro lugar, nós estabelecemos um padrão arbitrário de comportamento que pretende determinar o que é melhor para que eles possam construir a própria experiência. Por outro lado, nós lhes ensinamos o hábito de rejeitar respostas imediatas e afetivas em favor da razão e do intelecto.
Foi só recentemente que eu comecei a aprender a aceitar as emoções mais "frágeis" de meus filhos. Quando minha primeira filha (agora com 12 anos) era um bebê, eu ficava assustada cada vez que ela se feria. Eu corria para acudi-la porque eu achava que aquela era uma experiência terrível com qual ela não tinha condições de lidar. Minha resposta exagerada ensinou minha filha a acreditar que se ferir, era uma experiência terrível e insuportável. Já com meu quarto filho eu agi diferente. Quando se fere, ele faz um tremendo barulho. Mas eu não corro ou fico em pânico. Eu não tento fixar nele ideias ou sentimentos que são meus. Ela grita e corre, e eu tive que me treinar para deixa-la se arranjar. Aceitando sua resposta emocionalmente rica, e tratando o dano que ela sofreu com carinho e sem indiferença, observei que sua reação emocional "extrema" normalmente é curta. Quando ela pode sofrer sua realidade emocional completa, ela logo fica livre para abandona-la e entrar em contato com outras realidades que vão surgindo nos momentos seguintes.
Certamente, algum controle de nossos impulsos internos é necessário na medida em que vivemos como seres sociais. É através desse tipo de controle que nós aprendemos o que é um comportamento socialmente aceitável como, por exemplo, usar um banheiro, comer com uma colher, e vestir determinadas roupas. Mas quando este controle da experiência interna pelo intelecto torna-se moralista em vez de ser socializada e prática, quando fica muito extremada, ou quando nós insistimos constantemente em fazer nossos filhos a acreditar que nós sabemos o que é melhor para eles, nós lhes roubamos o direito inato e essencial da auto-regulação.
A criança que cresce com essa falta de senso de auto-regulação, desconfiada de si própria e de sua própria experiência interna, pode se tornar um adulto vitimado por hábitos ruins. Quando eu olho à minha volta e vejo a maioria das pessoas lutando com comportamentos compulsivos - comendo demais, sendo excessivamente responsáveis, fumando cigarros, tomando drogas, se matando de trabalhar, se embebedando com álcool ou que vivem em busca de um guru - tentando de algum modo achar a perfeição fora de si próprio ou tentando se esforçar obsessivamente para encontrar a "perfeição".
Eu acredito que estas compulsões e hábitos têm suas origens nas repressões aparentemente bem planejadas da infância. Uma criança a quem é ensinado exercitar o controle se utilizando padrões externos, cria uma divisão interna que gera conflitos entre o que é imediatamente experimentado e o que se supõe que poderia ser. Aprende a acreditar que há um modo perfeito de ser.
Nossa função como pais, é entender e honrar a natureza de dependência na criança. Dependência, insegurança, e fraqueza são estados naturais para a criança. A bem da verdade, estes são estados naturais para todos nós, mas para as crianças - as crianças especialmente jovens - são condições predominantes. E eles serão superados. Da mesma maneira que nós deixamos de engatinhar e começamos a andar, deixamos de balbuciar e começamos a falar, passamos da condição assexuada da infância para a sexualidade da adolescência, nós atingimos nosso fins. Como humanos, nós nos movemos da fraqueza para a força. Nós passamos da incerteza ao domínio. Enquanto nós nos recusarmos reconhecer as fases que vem antes do domínio, estaremos ensinamos para nossas crianças a odiar e desconfiar de sua própria fraqueza, e os introduzimos numa vida cheia de tentativas de reintegrar as suas personalidades.

Eu não posso insistir na importância de confiar em nossos filhos; de confiar inteiramente neles. Ao aceitarmos as fraquezas deles como também as suas forças, suas emoções feias como também as suas emoções bonitas, os seus desastres, como também os seus triunfos, a dependência deles como também a sua independência, estaremos lhes dando um presente para uma vida inteira Eles serão pessoas inteiras que não estarão em conflito consigo mesmo e, o que é mais importante, não estarão em guerra com outros.

É da natureza da criança ser dependente, e é da natureza da dependência ser superada. Odiar a dependência porque ela não é independência é o mesmo que odiar o inverno porque ele não é a primavera. A dependência vai florescer em independência a seu próprio tempo.
Texto de Peggy O'Mara, Editora da revista Mothering (Maternagem)

retirado daqui: http://gaama.bebeblog.com.br/86653/Diga-NAO-ao-desmame-abrupto/

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Você dá conta do marido?

Eu sempre leio isso nos comentários de outras blogueiras, quando o assunto tarefas e tempo vem a tona, e isso me causa um estranhamento enorme. E não entendo de verdade... eu suponho coisas, mas não entendo.

Se uma pessoa casou, decidiu ter filhos juntos, uma vida juntos, não seria óbvio viverem juntos como um time  e não uma pessoa dependendo da outra?

Acho que existem acordos e designações de tarefas, porque isso também é parte da idéia de sermos um time... mas um dar conta do outro, isso não entre na minha cabeça, acho meio absurdo, admito.

Por exemplo aqui em casa...  a divisão mais geral ficou assim: meu marido trabalha pra pagar as contas e eu fico em casa cuidando do Linus e da casa... e se der eu invisto meu tempo que sobra, que ainda não sobra, em trabalho. Mas isso não significa que o Henrique fica esperando que eu faça tudo em casa e que todos os cuidados com o nosso filho seja só meu, muito pelo contrário, ele faz questão de fazer tudo junto, afinal, moramos juntos, temos um filho juntos, escolhemos essa vida juntos. E acrescenta aí o fato de ser um homem autônomo que sabe se cuidar também faz muito bem pra vida... e eu acho broxante um cara que não sabe cozinhar/ limpar a casa/ cuidar do próprio filho. Acho mesmo. O Henrique poderia facilmente ficar um final de semana inteiro sem mim por perto e ele faria tudo sem nenhum problema... a gente só não faz isso porque nós gostamos muito de estar juntos sempre, já que durante a semana nosso tempo junto é muito pouco. Mas eu sei que caso precise, ele sabe cuidar muito bem dele mesmo, da casa e do Linus. Eu não tenho que dar conta dele, nem ele de mim. Na real, tá mais próximo dele dar conta de mim, já que eu não trabalho, mas nada que não seja possível de acontecer, porque eu tenho total capacidade de trabalhar também.

Esse lance de dar conta do marido é muito machista. E não precisa ser, a não ser que as pessoas que vivam assim estejam satisfeitas. E tem gente que curte mesmo ser dona de todas as tarefas, só acho que não se deve jogar a culpa no marido, já que o desejo de que ele não faça nada não é só dele.

Pra quem não curte, o negócio é botar o marido pra fazer mesmo que ele faça errado, que faça de outro jeito, mas deixe, não opine a não ser que ele vá fazer alguma merda que possa colocar a saúde em risco, afinal a vida doméstica pode ser muito perigosa, com cacos de vidro, gases sufocantes nas misturas químicas de produtos de limpeza e fogo e cortes na cozinha. E agradeça, elogie e dê mais tarefas se ele estiver de bobeira coçando a barriga. E claro, deixe ele cuidar do filho sozinho, mande ele sair sozinho com o filho, mesmo que bebê, se já estiver comendo comida/ papinha em passeios curtos, ou deixe eles em casa e saia você pra espairecer. Aposto que muito desse conformismo machista vem muito das mulheres também, afinal, fomos educadas a sermos assim.

sábado, 8 de setembro de 2012

Ai que orgulho do meu filho.

Momento mãe babona. É, estou numa fase absurdamente babona... o Linus está beirando os 2 anos e está longe de ser terrible, apenas lovely twos!

Sempre leio que com 2 anos as crianças são terríveis, mas o Linus está cada vez mais amor! Não sei se é por conta do primeiro ano infernal que tivemos (sim, foi incomparavelmente pior do que qualquer outro bebê que eu vi ou li a respeito e ainda deveria escrever sobre isso! rs) e assim meu nível de tolerância acabou ficando muito alto, deve ser, ou ele é mesmo um amor!

Agora ele está começando a falar e isso torna a nossa vida absurdamente mais fácil, a gente pergunta e ele responde! Claro que a gente tem a tecla sap ativada, mas a conseguimos minimamente nos comunicar, então mesmo que ele não fale nada, ele sinaliza de alguma maneira com o corpo, ou tenta falar mesmo e é muito fofo. E ele também pede, o que pra alguns pode ser terrível, pra nós é beleza pura conseguir entender o que ele quer, sem resmungação e choro, é muito avanço na nossa vida... porque o Linus nunca foi de esquecer e desencanar, ele sempre foi insistente em tudo que ele queria, mas a gente nunca sabia o que era! Sem contar que a vozinha dele é linda demais, nunca na vida eu pensei que ia achar tão encantador alguém falando errado! Tenho vontade de guardar pra ouvir no futuro, mas ele nunca fala se pedimos ou em frente a câmera...

E comer? Ele come muito bem! Ainda existem algumas coisas que ele não gosta, algumas texturas que não descem bem, mas ele come sem problemas a nossa comida de sempre e come uma quantidade boa! Eu sempre lembro da fase que ele não comia uma colher sequer! Hoje em dia isso não acontece mais, ele pode até recusar alguma coisa, mas só se for alguma comida diferente, então, é só manter a rotina que ele come muito bem, inclusive frutas e água.

E o sono? O sono não tem nem comparações... hoje ele dorme sem mamar e imenda 8h sem problemas! E pra voltar a dormir, é só deitar do lado e fazer um carinho, sem colo, sem choro... nunca imaginávamos que esse dia ia chegar! Mas chegou e é lindo :D

E a amamentação? Hoje ele já entende que não mama mais na rua/ metrô/ ônibus, mesmo que ele queira fora dessas condições, ele não pede, fica um pouco emburrado, mas logo passa... e ele também entende que só mama 2x por dia e não pede mais que isso, às vezes passa o dia com uma mamada só. Ele compreende as regras e respeita! Acho isso um avanço incrível... antes, até pouco tempo atrás, ele mamava de 2h em 2h e dava chilique sempre pra mamar... a amamentação já estava virando um problema pra mim, mas ele entendeu bem a nova rotina :)

E a socialização? Ele ainda é bem tímido e tem seus momentos, mas num geral está mais solto, se permite estar com outras crianças nos parquinhos sem problema, já entende o que é se despedir, o que é carinho, sabe esperar, num geral entende que as coisas tem uma ordem e ele é bem mais calmo, bem menos chorão e bem menos manhoso e isso acho que se deve a escolinha.

E as manhas? Estão menores e menos frequentes! Ele tem consciência do que ele faz que é certo ou errado, do que achamos legal ou não e por conta disso, ele mesmo se porta de maneira melhor e mesmo que alguma coisa desande, é um choro mais rápido e é mais fácil acalmá-lo.

Por tudo isso, estou muito orgulhosa do meu pequenininho!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A bola roubada

A gente tinha uma bola que ficava no quintal, nunca guardei dentro de casa... daí que um dia senti falta dela e imaginei que o menino vizinho tinha pego ela, afinal já fazia alguns dias que ele estava pulando o muro que junta minha casa com o terreno baldio aqui do lado... mas não quis falar nada sem ter certeza e de qualquer maneira, era só uma bola... eu estava mais preocupada com o menino.

Mas antes de continuar a história, vou falar sobre esse menino. Ele tem uns 9 anos de idade e tem uma irmã de uns 6 anos de idade, eles moram numa casa onde moram 26 pessoas, todos funcionários de um restaurante aqui perto, a maioria deles são homens e eu nunca vi a cara da mãe deles. A casa é um lugar onde ninguém limpa, cuida ou minimamente tenta manter organizado, já vi um dos caras jogando bituca de cigarro pela janela, já vi todo tipo de lixo no quintal deles, dá pra ver a distância o lixão que eles acumulam. Nunca vi ninguém conversando ou brincando com essas crianças.

Continuando... daí que sábado estávamos voltando pra casa a tarde e eu vi o menino e a menina brincando com a bola no quintal deles, daí era fato, ele tinha pego a bola, bom roubado a bola mesmo. Daí decidi que ia falar com ele.

Na segunda quando daí pra levar o Linus na escolinha, eles estavam no quintal e eu chamei e disse que queria falar com ele, daí ele quis empurrar a irmã, eu insisti e ele veio. Daí eu disse que sabia que ele tinha pego a bola, que ele podia pedir, que a gente emprestava, que não era problema... ele só soube insistir que não foi ele, que foi outro menino, então eu disse que não importava quem  foi, mas que era pra ter pedido, pra ele dizer pra quem pegou, que da próxima, pedisse, que não tem problema nenhum em pegar emprestado, mas pegar assim não podia. Enfim... acho que não cheguei em lugar nenhum... e fiquei pensando nisso tudo...

Pensei no quanto ele deve estar acostumado a receber a culpa por qualquer coisa, que é automático pra ele tentar se esquivar, que ninguém nunca deve mesmo conversar com ele e acreditar na capacidade dele de explicar e escutar os fatos e fazer acordos... e também pensei na minha falta de jeito, na minha defensiva de não fazer nada se vejo a outra pessoa incomodada com alguma coisa que fiz... porque sério, eu poderia ter insistido, ter sido mais afetuosa, mas eu senti que o menino estava desconfortável e eu só queria sair correndo e me sentindo mal por não ter resolvido alguma coisa e só ter sido mais alguém que o acusou de ter feito alguma coisa errada.

No fim das contas ele não assumiu que a bola estava com ele, nem devolveu obviamente. Eu também não pedi de volta, e o assunto ficou por isso mesmo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sobre respeito, valor e individualidade.

Hoje eu li esse artigo na internet vi que muita gente comentou e tal, de muitas maneiras e me deu vontade de escrever no que isso me fez pensar.

Daí que eu acho essa atitude do pai uma coisa legal, assim como um pai também não usar saias também pode ser legal... a questão não é uma pessoa do gênero masculino estar usando uma roupa tradicionalmente do gênero feminino. Pra mim, vai muito além disso, porque afinal de contas, é tudo pano.

É a sensibilidade de não criar um monstro em cima de uma brincadeira, de uma curiosidade que o menino teve, foi lutar contra todo o preconceito que surgiu em volta de um vestido, afinal, é só um vestido, como disse antes, é uma roupa e pode ser usada de várias maneiras, qual o problema nisso? Não podar esse querer infantil é importante pra criança se permitir explorar e se conhecer, isso pra tudo, se a criança quer comer com as mãos, por que não? Se ela quer usar a colher pra cavucar a terra do jardim, por que não? Se a criança quer escolher a roupa dela, por que não? Dá pra entender? Essas atitudes não desrespeitam ninguém, não vão atrapalhar o próximo nem vai colocar em risco a saúde de ninguém.

Mas é claro que não é só isso e pronto, a sociedade não funciona assim, você ser assim é ir contra a regra da maioria... e nisso, mesmo sendo a favor das escolhas do filho, é importante explicar sobre a cultura de onde vivemos,  sobre os estranhamentos que acontecem, sobre outras culturas que fazem diferente e como as pessoas convivem com as diferenças. E sim, é tudo um ponto de vista, o "normal" é só um ponto de vista... normal pra mim é não me depilar, normal pro meu marido é usar colares e pulseiras. Pra muitos outros o normal é oposto, e tudo bem, cada um tem uma individualidade e é importante cultivar e respeitar cada peculiaridade que carregamos porque é isso que nos faz felizes, é sendo genuínos que abrimos caminhos para nos encontrarmos com pessoas com quem temos afinidades, com quem faremos futuros projetos, com quem vamos nos divertir, compartilhar histórias e quem sabe, fazer diferença no mundo. Não há nada que caminhe bem entre pessoas que não se gostam... eu penso assim.

E essa coisa de pessoas que não se gostam, também é parte da vida que isso aconteça né? Mas é importante que as pessoas, apesar das diferenças, se relacionem com respeito. Porque nunca sabemos os valores das pessoas sem que a conheçamos a fundo e isso nós só fazemos com poucos, com a grande maioria, ficamos no superficial, por milhares de motivos, e nisso acho importante sempre fazer o exercício de lembrar que tudo nessa vida, que não prejudique ninguém, é válido, é verdadeiro... pode não ser a nossa maneira de lidar,  mas é a do outro, e é valida, é verdadeira e não está fazendo mal a ninguém.

Aqui em casa somos uma minoria, e sabemos muito bem o que é ser alvo de uma sociedade que só considera certo uma única maneira de ver e viver a vida, então pra nós, essa questão é seríssima. Com certeza fazemos questão de ensinar o Linus o valor de respeitar a individualidade das pessoas.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Linus e a escolinha

Antes da escolinha, o Linus passava o tempo todo comigo, como o Henrique chega tarde do trabalho, ele só ficava com o Linus por 1h de manhã... e quando chegava, o menino já tinha dormido... basicamente, toda a vida social do Linus era eu, porque por mais que eu saísse com ele, não tem nenhum lugar durante a semana que tem crianças pra ele brincar,  mesmo em parques aqui perto. Parece que só são frequentados no domingo mesmo...

Daí que eu não tinha mais idéia nem saco de brincar com ele o tempo todo, tanto porque ele não estava nada colaborativo e tudo entediava ele muito rápido (acho que ele estava era entediado de mim, apesar do grude). E eu também estava em de saco cheio de não fazer mais nada o dia inteiro além de tentar distrair ele sem sucesso. E nisso decidimos que ele iria pra escolinha por meio período.

Daí que decidimos pela particular porque a pública tem fila de espera, menos flexibilidade de horário e era mais longe. E fomos visitar nossas 2 opções aqui perto e tinha que ser perto porque eu levo e busco ele a pé.

Nas duas visitas levamos o Linus pra conhecer a escolinha junto com a gente, pra ver como ele reagia dentro do ambiente. A primeira ele ficou maluco de alegria, não quis sair do parquinho, correu pra todos os lados e logo de cara já fez charminho com as tias. A segunda ele ficou impaciente e não quis sair do meu colo. E claro que escolhemos a primeira, por esse e váááários outros motivos. O Linus sabe escolher bem! rs

Na primeira semana ele ficou só 1h por lá e assim seguimos a adaptação... sempre chorando na estrada e meio emburrado na saída mas nada além do normal. Hoje em dia ele faz bico na hora de entrar mas saí sorrindo e mandando beijo pra todo mundo!

E o que mudou?
Bom, ele ficou absurdamente incomparavelmente muito mais colaborativo, espera sem chorar, se envolve nas brincadeiras, gesticula mais quando quer pedir alguma coisa, coisa que antes era uma resmungação sem fim, agora ele aponta, tenta falar ou pega por ele mesmo e traz pra gente. E engatou a falar muitas coisas, mas acho que isso já ia acontecer de qualquer jeito. Hoje eu posso estar por perto sem que ele venha se pendurar e chorar nas minhas pernas! Dá pra brincar junto e fazer a brincadeira render, ele se concentra mais em tudo e na presença de outras crianças ele brinca junto sem que eu esteja do lado colada nele... antes ele não queria nem sair do colo e chorava se chegassem perto dele! Agora ele corre junto, se joga, nem liga se esbarram nele... gosta de imitar os mais velhos! Enfim, ele destravou e nós achamos lindo!

E eu tenho tempo pra mim, pra cuidar da casa, pra pensar em trabalho e em mim mesma. E nisso, ficar com ele não é mais um tédio, muito pelo contrário... agora é muito mais amor e muito menos frustração.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Um pouco de tudo.

Muita coisa acontece em nossas vidas mas eu ando sem muito pique de escrever.

Mas assim, vou comentar por cima, só pra constar, depois eu sei que vou achar legal ter o registro.

- Fizemos o Plano Gordon, e pela primeira vez o Linus dormiu por 8h seguidas e dormiu sem precisar de colo ou peito! E comemoramos muito, mas na semana seguinte ele ficou resfriado e tudo desandou e agora ele já está melhor, mas voltou a acordar várias vezes, agora de 3h em 3h mais ou menos (melhor que antes) e consegue dormir acalmando no colo e deitando junto na cama, demora, mas ainda é melhor que antes.

- Faz umas 3 semanas que o Linus vai pra escolinha no período da tarde, ele sempre chora na hora que deixo ele lá mas nunca quer ir embora na hora que busco.... vai entender.

- Ele finalmente engatou a falar e já fala muitas coisas, cada dia uma palavra nova, que nem sempre ele engata a falar, mas várias ele entende bem o significado e fala sempre. Outro dia ele pegou um livrinho que tem 5 canetinhas juntas, daí tinham só quatro e ele ficou olhando e soltou "miu!miu!"...  como assim ele já sabe que quando não está lá é porque sumiu? rs E ele gosta de jogar as coisas e dizer "caiu!" Já fala o nome das gatas e tá muito beijoqueiro. Hoje do nada ele veio do meu lado e falou "bem?" e me deu um beijo. Só amor.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O sono do Linus

O sono do Linus é uma questão na nossa vida. A gente nunca tinha pensado muito em sono de bebê, não estávamos preparados pro que nos esperava, até hoje estamos sempre tensos e meio traumatizados! rs

Quando ele nasceu, ele mamava e logo dormia, ele ficava no carrinho sem problemas e tinha o sono pesado, acordava de 2h em 2h pra mamar e assim era, sem grandes problemas, ele não chorava muito a não ser quando mexíamos nele pra trocar e dar banho.

No segundo mês o negócio desandou... foi o pior mês dele definitivamente! Ele chorava praticamente o tempo todo, sem exageros! Ele estava sempre chorando e eu que nem zumbi tentando acalmá-lo o dia inteiro. Era colo, era sling, era música, era compressa quente, era peito, era shantala, era banho submerso, era cama compartilhada... ele não aceitava nada! Nada! Ele se esgoelava, ganhou pouco peso porque quase não mamava, quase não dormia, nada ajudava! E foi quando eu busquei ajuda na internet e cai nesse mundo de blogs de mães - eu estava desesperada, fedida, magra, com prisão de ventre, com fome, suja com o mesmo pijama a semana toda o tempo todo! Sei lá como sobrevivi, mas sobrevivi e finalmente a luz no fim do túnel apareceu, eu encontrei o Dr. Karp e seus conselhos sobre a exterogestação e foi o que nos salvou! Não... ele não dormiu placidamente nem virou um bebê calmo e dorminhoco... mas ele conseguia voltar a dormir por 2h seguidas e todos aqueles truques ajudavam ele a parar de chorar pelo menos um pouquinho! E assim eu ficava com ele no sling em estátua sentada no sofá até a próxima acordava... ele a partir daí não descolou mais, era tentar botar no berço que era o berreiro... e pela nossa preservação, eu ficava colada porque senão ele não descansava nada e nem eu... foi aí que todas as nossas manias com ele surgiram.

Com o tempo ele foi parando de chorar o tempo todo e recusou de vez o pacotinho (a gente chama de pacotinho aquele jeito de enrolá-lo no cueiro) aos 4 meses... nesse ponto a cama compartilhada já estava firme e forte, ele acordava, eu dava o peito, ele dormia e eu dormia, todos dormíamos enfim (antes o pai também acordava de madrugada pra balançar porque nem no peito ele dormia).

No meio disso tudo eu descobri o Soluções para noites sem choro e li praticamente tudo que tem lá, comprei o livro e segui o plano... anotei todos os horários, mudei rotina... e melhorou, ele ainda acordava a cada 2h mas imendava com as mamadas e com a rotina eu já sabia quando era choro de sono ou de fome... os intemediários eu nunca soube, era sempre tentativa e erro. rs. Mas assim eu conseguia evitar dois tipos de choradeira e isso foi outro avanço.

E assim continuamos... depois de 1 ano tentamos (e ainda continuamos) com a homeopatia que parece que não nem cócegas, mas damos mesmo assim. Com o interesse dele criamos o hábito de ver livrinhos antes de dormir e colocamos uma música de fundo contínua a noite toda pra abafar os sons externos. Se faz o sono dele ser melhor eu não sei, mas ajuda a sinalizar que a hora de dormir está pra acontecer, ele mesmo pede os livrinhos e a música e quando está cansado já sobe na cama, deita e pede pra mamar e quando é o pai que o faz dormir, ele pega um patinho de pelúcia e vai pro colo.

Nós nunca saímos a noite ou atrasamos os horários da rotina de sono dele (incluindo as rotinas de soneca), exceto raras exceções de atraso de no máximo 1h, que foram o caos... de acordadas de 2h em 2h, ele vai de 40 em 40 minutos até o dia seguinte.

Nas noites boas ele imendava 3h seguidas de sono e em umas 2 vezes ele dormiu 4h seguidas.

As sonecas sempre foram curtas, 40, 45minutos... que eu imendava com peito pra ele dormir mais 40 minutos, mas já faz alguns meses que ele não imenda mais. Então fica só com os 40 minutinhos.

Eu também sempre tentava fazer ele fazer as sonecas no colo ou no carrinho, mas nem sempre tinha sucesso. Então ia pro peito. Tudo pra preservar o sono dele, pra que a noite não fosse o inferno! rs.

Daí que isso estava se tornando insustentável... ele ficou grande, pesado e cada vez mais difícil de pegar no sono, cheguei a ficar com ele no peito por mais de 1h até eu conseguir sair da cama sem que ele acordasse... é bem absurdo, mas era a única maneira que ele dormia... a gente deitava na cama, ele mamava deitado e quando ele dormia, eu saia silenciosamente.

Então decidimos que faríamos o desmame noturno...  e uma vez deixei ele a noite toda com o Henrique, e ninguém dormiu nada, se dormimos 3h foi muito, todos ficamos cansados e deprimidos e desistimos.

Nisso eu achei o plano de desmame noturno do Dr. Gordon e simpatizei... e desde semana passada estamos com ele e os resultados estão sendo incríveis! Mas isso é pra outro post!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quando juntamos bebês

Esse fim de semana viajamos prum lugar onde tinham mais 3 bebês. O Tiê, de 1 ano  e 10 meses, o Samadi que acho que tem 1 ano e meio e o Luis Felipe que tem um pouco mais de 2 anos. Daí juntou uma turminha de pititicos muito legal. Todos eles estavam meio que no mesmo estágio, mesmo com idades diferentes...  cada um criado de um jeito bem diferente do outro. E claro, um bem diferente do outro!

O legal de ver crianças de idade próxima interagindo, ainda mais nessa idade é ver como eles se resolvem... eles ainda não falam e claro, não sabem argumentar, mas cada um faz questão de impor seu jeito e ao mesmo tempo querendo interagir com o outro! O Linus era de longe o mais mocinha, mais acanhado, mais delicado de todos... deve ser porque só ele tinha essa rotina só com a mãe...e nessas ele acabou apanhando de todos... era chorar que o Tiê batia mais, aliás, o Tiê era o mais moleque, já tinha perdido muito da cara de bebê fofo e já parecia bem molecão... O Samadi era menorzinho, mas se mexiam com ele, ele já revidava com murrinhos, mas era um bebê muito fofo e falante! Apesar de ser mais novinho, era o que mais falava. O Luis Felipe eu vi menos, mas ele era na dele e muito sorridente, brincava com todos, como já frequentava a creche, já estava a vontade com a situação de compartilhar o espaço e a atenção dos adultos.

Uma coisa muito engraçada que acontecia entre eles era que eles sempre acabavam brincando de siga o mestre, eles estavam sempre se imitando, correndo um atrás do outro, um querendo a mesma coisa que o outro! rs Eu achei muito engraçado, as vezes um pouco caótico, mas num geral muito divertido... parecia mesmo que eles se entendiam e estavam fazendo alguma coisa mirabolante que só eles entendiam. Fiquei lembrando de um desenho que eu assistia quando era criança, "Os anjinhos".... era muito daquele jeito!

Estava muito frio e chuvoso, tinha muita lama, passamos frio, mas valeu a pena a vivência entre bebês que é ainda tão rara pro Linus. E pra gente foi bom ver que ele é carinhoso com os outros e que ele gosta de estar entre outros bebês, o que me dá mais segurança com a idéia de colocá-lo na escolinha. Acho que agora ele já está mais pronto pra isso.

Foi ótimo vê-lo brincar com os outro pititicos!