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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pelo parto com amor.

Tá rolando toda uma movimentação a favor do parto ser uma decisão genuína da mulher... que eu acho muito certo! Daí resolvi falar disso também, porque isso é um dos assuntos que mais marcaram minha vida. Eu que nunca pensei sobre isso, depois de grávida, só sabia pensar, conversar e ler sobre isso. Não quero ser militante, não quero ser pregadora de verdade alguma, aliás, acho até difícil lidar com tudo isso porque nas minhas decisões, sou muito convicta, mas também sei que a minha escolha é a minha e de mais ninguém, que não cabe a mim dizer o que é melhor para o outro... mas não há como não tentar espalhar a sementinha de nossas próprias verdades por aí.

Já me deparei com várias situações diferentes, de pessoas que eu queria poder ajudar ou interferir, mas não cabe a mim mudar e sim a pessoa estar disposta e as pessoas mais próximas também e esse é o grande calo desse assunto! Porque não é dizer que tem um artigo medico que diz que o normal é melhor e o caramba sendo que a experiência de vida daquela pessoa a leva pro extremo oposto. É preciso muito mais que um relato de parto e alguns artigos médicos pra transformar uma pessoa. É preciso que exista uma acolhimento maior, é preciso que as pessoas que cercam a vida de uma grávida estejam apoiando com amor, que o pai da criança esteja disposto a passar pela experiência junto, é preciso que a mulher se sinta cuidada e amada, que seja encorajada com boas energias todos os dias da gestação... é o que eu acho.

Por exemplo, tenho uma prima que raramente vejo, mas a vi grávida e soube depois que ela teve uma cesárea agendada, e eu me lembro dela comentando bem daquele jeito que médico fala "ah, vamos ver, quero normal, vamos ver se dá"... opa pera lá, não seria o caso, de quem realmente acredita nisso dizer "vai ser normal, não tem porque não ser, estou tão bem, estou esperando o melhor", bom pelo menos era assim que eu pensava e assim tive meu filho pelas vias naturais. Bom, não sei bem o que rolou com ela, mas ela com certeza não foi envolvida a favor da causa pelo médico, pela família, pelo marido e por ela mesma... por sermos da mesma família, eu sei que ela ouviu que a cesariana é melhor por muitos motivos e motivada pelo médico, assim o fez sem grandes questionamentos. Não to crucificando não, mas é isso que acontece com a grande maioria das mulheres, não é mostrado a elas todas as possibilidades e sim só um lado da história, que é sempre o lado de que vai ser mais rápido e indolor. (que na real depende da maneira que se vê, pra mim, por exemplo, uma cirurgia seria uma dor profunda). Mas isso também acontece por um outro motivo, que é a construção desse mito, o que me faz lembrar da minha vizinha, que teve seu filho em hospital público, em um parto normal... onde o "normal"é na verdade um abandono da mulher em trabalho de parto, onde todas são deixadas sozinhas cada uma em sua maca com seu sorinho esperando os 10 cm. Parece mais um campo de concentração de tortura a parturientes! Não é a toa que as mulheres tem tanto medo desse momento. Não é a toa que essa minha vizinha queria tanto uma cesárea, ela que chegou no hospital sem dilatação, com a bolsa estourada, teve o parto induzido, sem acompanhante, com outras grávidas em condições similares, sem saber o que acontecia com o próprio corpo, sem alguém que a acalmasse, sem que pudesse caminhar, comer, gritar, sem intimidade, sem carinho, sem nenhum esclarecimento e só sendo tratada de maneira invasiva com hormônios artificiais e exames de toque dolorosos um atrás do outro pra na hora final um homem qualquer pular em cima da barriga dela pra expulsar o bebê pra fora! Veja bem, isso só pode ser terrível  e foi aí que as cesareanas ganharam força! É todo um sistema machista que não tem o mínimo olhar para o momento delicado que é o parto. Agora quem convence essa mulher que o parto pode ser lindo? Eu ainda não consegui! rs

E sabe o que eu acho? Eu acho uma bela merda que seja assim... eu penso no adolescente que sonhou em ser médico, que estudou que nem desgraçado pra passar no vestibular, que aguentou tanta coisa na faculdade e chegou finalmente ao seu consultório pra mal olhar na cara da paciente e não esclarecer absolutamente nada e se achar no direito de decidir uma coisa tão crucial na vida de uma mulher. Será que era mesmo esse o objetivo? Acho que o nosso sistema de educação, de saúde, a maneira que se desdobram as relações familiares e socias nos desviam dos nossos sonhos e nos deixam tão desgastados que lutar pelo sonho é muitas vezes uma luta que abrimos mão porque é mais fácil, mas rápido, porque "precisamos" pensar em nós mesmos, em ter cada vez mais coisas.... mas todas essas coisas se tornam tão vazias, que quando nos damos conta, esse vazio já tomou conta das nossas vidas, tudo parece não ter mais importância! É um perigo! Precisamos rever tudo que acreditamos e nos relembrar todo dia daquilo que queremos semear, daquilo que queremos pra nós e para os outros, e nunca deixar isso se perder e é essa a nossa causa do parto, de espalhar informações para que cada vez mais mulheres tenham condições de terem partos coerentes com seus desejos mais íntimos, de maneira clara, conhecendo todos os lados da verdade! Porque o justo é que nós mesmas possamos decidir o que é melhor pra nós e para nossos filhos.

domingo, 1 de abril de 2012

Importância de acolher, respeitar e semear.

Ontem fui com uma amiga grávida de 4 meses na inauguração do Espaço Nascente e fizemos duas oficinas. A primeira delas era sobre corpo, emoções e parto... e mesmo não estando grávida, participei e foi muito legal pra mim, pude pensar em muitas coisas do que eu estou gestando agora na minha vida, que não é meu filho, mas de certa forma são coisas que estão se transformando na minha vida. Mas o ponto não é esse, o ponto é que esse tipo de encontro é crucial na vida da grávida. Eu mesma pude vivenciar um encontro desse tipo quando estava grávida e pra mim fez toda diferença, por mais que eu já soubesse o que queria, toda a conversa e a maneira como essas doulas abordam o assunto, com amor, cuidado, delicadeza e encorajamento faz toda a diferença! É nessa hora que você sente o carinho que aquele momento pede, não é questão de fazer ou não a cirurgia, de doer ou não ou seja lá o que for que esteja passando pela sua cabeça e sim que todo mundo está se esquecendo de te acolher e mostrar que o que vem vindo é amor e que é isso que você quer dar pro seu filho, esse carinho e amor ao trazê-lo pro mundo! Por mais que eu pesquisasse, conversasse e tivesse pessoas me apoiando, eu não tinha ainda alguém que tivesse essa sensibilidade de pensar no parto com tanto amor ao invés de somente uma coisa que eu vou ter que vivenciar de um jeito ou de outro. Alguém que também fosse mulher, fêmea parideira, que ama poder ter esse poder e semear coisas boas em volta do parto. E é preciso criar um momento pra tudo acontecer, é preciso criar intimidade, fazer com que as pessoas se abram e se conectem aos seus bebês e se deixem sentir, sentir o que a intuição manda, é preciso fazer aquela pessoa se sentir bem vinda, seja a mãe, seja o filho, seja o pai... é nessa hora que cai a ficha! É isso que quero passar pro meu filho, que ele se sinta acolhido, respeitado e amado. Pelo menos foi assim comigo... já não era mais uma questão de me cortarem ou não, mas sim de fazer esse caminho da maneira mais amorosa possível. E como isso acontece pouco! O que mais falam são coisas inúteis, senão trágicas! Minha gente, cadê o bom senso?! Se você quer fazer parte, dar um pitaco, seja sensível pra perceber que não se trata de disputa de verdades e sim uma nova relação com a vida que se transforma! não tem verdades, tem só transformação! Se tem uma verdade é que a gente precisa se abrir e receber com amor.

E a segunda era sobre banhos de ervas e foi muito legal também, coisas boas e naturais são sempre boas e se sentir cuidado com todo o ritual que é colher, cozer, oferecer ou seja como for, é sempre gostoso e eu acredito que o conjunto todo faz muito melhor que você ir na farmácia, comprar um comprimido e tomar e continuar sua vida seca e solitária. E fiquei pensando nessa coisa toda de se sentir cuidado e quanto isso faz bem pro coração, pra alma, pro espírito, pra saúde mental, pra saúde física! Pra tudo! E com o mundo tem elimidado tudo isso como se não fizesse diferença, como se todos fosse auto-suficientes ou sei lá o que! E como isso não faz sentido algum... porque quanto mais o corpo pede, mais é sinal de que alguma coisa está faltando... e o que está faltando é acolhimento, respeito e espalhar tudo que você acredita que é bom.


Um ps. aqui.

Eu fiquei pensando nisso tudo e na real o negócio é realmente plantar coisas boas pra colher coisas boas, tudo leva tempo, tanto pra cultivar, ou desfazer. Eu por exemplo, não fui fui acolhida quando nasci, nem na infância ou adolescência... e só fui descobrir o que é ser cuidada com amor quando já era adulta e fui aos poucos me permitindo ser mimada, ser cuidada, ser ajudada... e ainda hoje tenho dificuldades de lidar com isso, e olha que o mais óbvio seria gostar e aproveitar esse tipo de coisa! Mas não... quando se passa tanto tempo vivendo sozinha e tendo que se virar com os próprios sentimentos, a gente cria uma armadura inquebrável e tem sido um esforço fenomenal da minha parte pra mudar isso e ainda me vejo sendo grossa, seca e indiferente em muitas situações que pedem exatamente o oposto. E é preciso quebrar essa corrente de frieza, por mais que leve anos... porque esse movimento com certeza trará coisas melhores ao mundo e a você mesmo. Pelo menos é o que eu acredito. E vejam o progresso, hoje eu acredito em alguma coisa rs.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Teste da violência obstétrica.






Para responder o teste é só clicar aqui até o dia 15/04. É muito importante a participação de todas! 



Vi o post no Mãe RN,  e repostei, achei interessante repassar.




(e eu não sei como tirar esse fundo branco! rs)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Parto normal? Por quê?

Eu vivo lendo blogs de mães e faço isso desde que meu filho começou a chorar incessantemente aos 2 meses. E no meio de tantos, eu vivo lendo sobre parto, afinal, ele é um ponto importante na vida de uma mãe. Só que hoje eu fui lá visitar a minha professora de ginastica pra gestantes, e ela não estava, mas acabei conversando com uma grávida aluna do curso, ela disse que queria parto normal mas que acha que não ia suportar a dor de novo, ela que já havia parido nos esquemas protocolados de hospital, finalizando seu momento um forceps, tinha um trauma muito bem justificado mas também muito pouco apoio e informação. E isso também aconteceu com uma vizinha minha que está grávida do segundo filho e também tem pavor do parto por conta do processo todo.

Sabe o que acho disso? Um absurdo. Como os médicos negligenciam tanto assim um paciente? Sequer explicam as possibilidades com honestidade e mal do próprio sistema de saúde, que no meu caso por exemplo, meu médico e os pediatras todos que passei meu filho não sabiam sobre a casa de parto.

Mas não era isso que eu queria dizer, o que eu queria dizer é que escolher o seu parto é uma coisa muito íntima que você deve levar em consideração somente você mesma e mais ninguém. Quem quiser apoiar é sempre bem vindo e quem não quiser, que não encham o saco porque no fim das contas quem vai estar  lá lidando com tudo vai ser a mulher no seu lado mais profundo e íntimo, e é necessário estar muito certa das suas escolhas pra não ficar com um monstrinho rodeando a cabeça depois dizendo que você deveria ter feito diferente. Parto é único e influencia sua vida. Pra muita gente é o marco que te transforma em real dona da própria vida e escolhas, é o marco que te tira da vida de filha pra vida de mãe e a partir dali, quem vai ter que se impor é você diante do mundo pra defender seu filho... então, que comece pelo parto. É como muita gente diz, não nasce somente um filho, mas nasce também uma mãe... e o nascimento nunca é fácil.

Pra mim, a escolha do parto normal era certa, eu que tenho pavor de ser furada, cortada e costurada já tinha a decisão feita, deixa essa história de corte e costura pra moda que faz muito mais sentido rs. Mas não é tão simples assim, eu mesma não sabia nada de nada e achava que era só dizer que não queria uma cesariana que me deixariam parir em paz... erro meu, e por sorte, eu fui cair lá no curso gestação ativa e lá tive conversas ótimas sobre parto e sobre o sistema todo, tive também contato com o grupo barriga boa que abriu meu mundo no assunto parto e desde então comecei a ler muito sobre o assunto e descobri a casa de parto, onde tive a felicidade de parir!

Sim, o parto pode ser uma felicidade! Mas é preciso estar segura, é preciso estar de coração aberto, é preciso se livrar do medo, é preciso se deixar levar e se entregar nesse momento que é só seu e ter a certeza de que isso é perfeitamente possível e que vai dar tudo certo! É bom também ler muitos relatos de parto que deram certo pra te encorajar, ter apoio de quem vai estar com você nesse momento, ter liberdade pra andar, falar, gritar, gemer, deitar, dormir, rir, chorar, mijar, cagar e seja lá o que der vontade de fazer! É importantíssimo seguir as vontades do corpo e não as vontades da cabeça. Um parto bem sucedido é aquele que a mulher pode ser bicho como qualquer outro na natureza. Pelo menos é o que eu acredito.

E as cesarianas são necessárias pra nos preservar caso algum problema de saúde aconteça, algo real e de risco e não os mitos que dizem ser verdade só pro médico liberar sua agenda em 15 minutos. Sim, existem vários mitos, eu mesma já ouvi várias vezes que não poderia parir por ser muito pequena... e estou eu aqui feliz com um parto natural sem nenhum tipo de laceração ;)

Mas se alguém me diz que prefere a cirurgia mesmo sabendo que é possível um parto normal feliz, eu não vou dizer muita coisa, porque é decisão particular da pessoa e se ela escolheu assim, provavelmente ela sabe que não está pronta pra encarar essa luta ainda.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Meu relato de parto

Meu parto foi bem tranquilo, acho que por conta de eu ter conversado e lido bastante sobre o parto durante a gravidez. Estar informada sobre o meu corpo e o que estava por vir me preparou pra entender melhor todo o processo e conseguir levar tudo com muita tranquilidade.

A princípio a minha maior preocupação era saber se quando eu entrasse em trabalho de parto eu ia estar em tempo de ser atendida na casa de parto, que era onde eu queria ter o bebê... e lá só fazem partos de 37 a 41 semanas, sem intercorrências. Pra minha sorte, minha gestação foi muito saudável, sem nenhum problema e o bebê decidiu nascer com 1 dia pra completar 37 semanas segundo a data da última menstruação e 37 semanas e 1 dia segundo o ultrassom, então, pra minha felicidade, ele pôde nascer na casa de parto!

Tudo começou na madrugada de segunda feira, dia 4 de outubro, eu comecei a sentir contrações bem leves, como aquelas de treinamento... mas elas tinham um fundinho de cólica que nem dava pra chamar de dor mesmo, mas a barriga ficava bem dura e então eu comecei a contar os intervalos, e eles estavam em média de 14 em 14 minutos... então eu pensei "será que vai ser hoje?". Acordei o Henrique (o pai) e desde então a gente não dormiu mais nenhuma noite inteira hehehe. Ficamos monitorando as contrações e elas foram ficando menos espaçadas, pela manhã, elas estavam de 10 em 10 minutos, durante a madrugada conseguimos pegar os resultados dos últimos exames que fiz, e ainda bem que já estavam disponíveis na internet, imprimimos e começamos e nos organizar, já que parecia mesmo que o bebê estava  vindo... e tentamos dormir de novo.

De manhã o Henrique foi pro trabalho e eu já liguei pro médico pra saber o que fazer, ele disse que era pra eu ir na casa de parto pra me examinarem lá, já que era lá que eu queria ter o bebê. Então liguei na casa de parto, expliquei a situação e falaram pra eu passar lá mesmo. Liguei pro Henrique, ele voltou (estava no meio do caminho pro trabalho, coitado, ficou indo pra lá e pra cá) e fomos pra casa de parto... chegamos lá umas 10h30 e as enfermeiras me trataram muito bem! Fiquei muito feliz, nunca fui tão bem tratada nesse mundo da "saúde", um atendimento delas valeu mais que todas as minhas consultas de pré natal, elas me explicaram muitas coisas, conversaram comigo, perguntam várias coisas que eu nem ia pensar em questionar, e pareciam muito empolgadas em saber que iam fazer meu parto, que iam poder me ajudar, e parecia tudo de muita boa vontade! Me senti até mimada rs. Elas mediram minhas contrações no cardiotoco (acho que é esse o nome) e viram que já eram as contrações do parto mesmo, mas bem no início mesmo. Fizeram um exame de toque e eu já estava com 1,5 cm e usaram um negócio lá que deu pra ver os cabelinhos do bebê que já estava encaixadinho! O Henrique ficou emocionado e eu só pensava que ele ia nascer logo e ia ser naquele lugar tão especial. Voltamos pra casa, afinal estava bem tranquilo e as enfermeiras disseram que podia continuar assim por bastante tempo até começar a parte mais forte mesmo... e que se as contrações diminuissem de intervalo ou tivesse sangramento ou a bolsa estourasse, a gente voltava. E foi o que aconteceu. Chegando em casa, tentamos descansar, almoçamos, arrumamos as malas finalmente... mas logo as contrações aumentaram.

Lá pelas 17h já estavam de 4 em 4 minutos e voltamos pra casa de parto, lá me examinaram de novo e eu estava com 4,5cm de dilatação... daí pra frente fiquei por lá, na maior parte do tempo no chuveiro em cima da bola de pilates, ficamos eu e o Henrique no quarto e as enfermeiras vinham de vez em quando pra ver como eu estava e fizeram só mais dois exames de toque, um quando já estava com 7cm (e então estouraram minha bolsa) e outro quando já estava indo pra 10cm mesmo. Depois que cheguei na casa de parto não contei mais o tempo e nem me preocupava com isso, fiquei bem calma só esperando a hora do nenê vir, fiquei conversando e relaxando no chuveiro, teve uma hora que parei pra jantar, bebi bastante suco... tudo isso no meio das contrações que nem eram tão doídas assim, dava pra viver com elas até o rompimento da bolsa... depois disso aí sim elas eram fortes, mas durou cerca de 1h até o bebê nascer e pra mim parecia menos tempo ainda... na hora de nascer foi difícil entender o que estava acontecendo, eu já estava em outro mundo, mas a enfermeira que fez meu parto me orientava e eu consegui fazer tudo certinho, o bebê nasceu 6 pra meia noite desse dia, muito saudável e eu sem nenhum ponto, sem soro, sem anestesia, tive um parto do jeito que a natureza planejou e eu fiquei muito feliz com isso. Logo em seguida eu já levantei tomei um banho rápido e fui pro quarto passar a primeira noite do lado do meu bebê. Pra quem tem medo da dor, eu digo que ela só acontece na hora, depois que o bebê nasce, eu pelo menos já nem lembrava que tinha sentido dor e nem como ela era e passou tão rápido que eu nem consegui ficar pensando nisso... e a pior parte pra mim, foi a sensação do corpo vazio logo depois que eu levantei, mas logo passava quando estava com o bebê no colo... E até agora, o parto foi a parte mais fácil desde que o Linus nasceu rs, mas tudo é muito recompensador, e vendo tudo que aconteceu, eu não tenho do que reclamar, foi tudo perfeito.