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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O desfralde!

Confesso que isso era um dos desafios que eu achava que teria mais dificuldade na maternidade, eu realmente não estava a fim de ficar limpando xixi e cocô de criança pela casa, ainda mais nessa casa que moro agora, que dificulta tudo, quem já veio aqui em casa, sabe... água que cai em cima, vaza pelo chão e cai lá embaixo... piso de madeira que na real é o teto lá de baixo.

Por conta disso eu nunca me apressei nem só em idéia nesse processo... afinal, me desanimava só pensar a respeito.

Nós até já tínhamos comprado penico e adaptador, mas ele usava de chapéu, até sentava, mas era só brincadeira, e ficou assim por um ano mais ou menos. E ele também sempre nos viu indo ao banheiro mas não parecia fazer questão de imitar a gente.

Daí que esse ano, algumas vezes ele fez cocô no penico por iniciativa própria, pois queria fazer no meio do banho e não queria continuar o banho no caldo de cocô e ele acabou fazendo no penico sem nenhum estresse. Mesmo assim eu não engatei o desfralde...

O que aconteceu esse ano também é, que por ele estar me acompanhando na faculdade, nós passávamos muito tempo fora de casa, então isso era um empecilho pra começar um desfralde, e eu já começava a pensar num desfralde pra essas férias, afinal, o menino completou 3 anos em outubro e 3 anos é uma idade boa pra isso.

Chegou novembro e a professora dele comentou que outros coleguinhas estavam desfraldando e perguntou se eu queria começar, daí, assim que eu entrei de férias (que eu até antecipei uma semana por conta própria), começamos o desfralde, na última semana de novembro.

No primeiro dia, ele errou 3 vezes em casa e mais uma na escola. Ele não ligou de usar a cueca, mas também não avisava e ainda dizia que era mais fácil na fralda.

No segundo dia, eu me empolguei pra fazer uma tabelinha, pra ele preencher com adesivos e a história mudou!

A foto tá ruim, mas essa é a tabela (hoje toda cheia de adesivos)

A idéia era que ele ganhasse um adesivo pra cada acerto de cocô ou xixi, e no final, faríamos um passeio pro zoológico. Quando contei pra ele, ele ficou encantado com os adesivos e não deu a mínima pro passeio... disse que a gente já tinha ido e não era pra ir (e até agora não quer ir, vai entender).

No dia seguinte, ele já parou de fazer xixi no chão. Ele queria ficar sentado no penico por muuuito tempo, tipo 30 minutos pra mais, até conseguir, pra ir lá ganhar o adesivo, fazíamos muita festa e ele colava o adesivo.

Na escola ele fez no chão de novo, mas acho que era muita pressão na escola, todos indo juntos, sem distrações, num assento maior.

No outro dia ele continuou fazendo no penico em casa, ainda ficando bastante tempo e na escola ele segurou até eu chegar na escola, pra ele fazer comigo do lado, no banheiro da escola mesmo, Deu tudo certo nesse dia.

O dia seguinte era um sábado e ele ficou com o pai o dia todo pra eu fazer um curso. Ele fez xixi no chão duas vezes.

E daí pra frente ele engatou de vez, já era férias da escola e começou a ficar o tempo todo comigo. Começou a avisar certinho tanto pra xixi quanto pra cocô e sem muita demora. Agora é sentar e fazer, rapidinho.

Outra coisa legal é que ele consegue segurar um pouco até chegar ao banheiro. Já saímos com ele e ele agüenta segurar até chegar no banheiro e até viajamos com ele pra praia e ele segurou a viagem toda. Não teve nenhum problema com o controle do xixi e cocô, aliás, as vezes, ele segura até demais... todo dia de manhã ele vai fazer o primeiro xixi lá pelas 10h. Isso porque o último que ele fez foi no dia anterior... lá pelas 19h.

E sobre desfralde noturno? Bom, no início eu fiquei com medo de xixi na cama... mas ele mesmo não queria colocar a fralda, colocamos por 2 dias e nunca mais, e até agora não rolou nenhum na cama.

Acho que foi um sucesso!

Fazendo as contas:

Eu limpei 3 xixis
O pai limpou 2 xixis
E a faxineira da escola limpou mais 2.

E foi só isso!

Ah! Legal também que ele não se abala de ir do penico, pro vaso sanitário, nem mesmo sem redutor, fora de casa dando apoio com as mãos, ele vai que vai.

Fico muito feliz e aliviada que foi tranquilo!

Melhor coisa mesmo é esperar!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Agora sim, relatando o sono do Linus.

                                                    Brincando com o sono do anjinho.



Fica aqui relato pra mães desesperadas, de primeira viagem, como eu que não sabia mais da onde tirar energia para lidar com o sono difícil do filho.

Quando o Linus nasceu, ele era como qualquer recém nascido que dorme demais, dormia tanto e tão profundamente que eu tinha que ficar acordando ele na hora de mamar porque ele adormecia muito rápido. Na real ele tava tirando uma com a minha cara, me acostumou mal depois me deu um belo de um golpe! rs

Um mês depois o mundo dele mudou... sabe-se lá porque ele começou a chorar muito... na real a chorar todo o tempo que estava acordado e uma vez acordado era absurdamente trabalhoso e cansativo conseguir fazer ele dormir. E uma vez que pegasse no sono, era impossível deitá-lo em algum lugar. Ou seja, minha vida era tentar fazer ele descansar um pouco e eu nisso não descansava nada. E isso durou 2 meses.

Nesse meio tempo, depois de muitas buscas por soluções, eu achei e tentei o método do Dr. Karp( exterogestação) e isso ajudou demais, só que a gente ainda balançava o Linus de um jeito muito mais cansativo... ele parava de chorar, mas tinha que manter o ritmo por um bom tempo até ele pegar no sono de fato. A partir do segundo mês ele já dormia na nossa cama, era impossível acompanhar as acordadas dele, em média de 2h em 2h e mais 40 minutos para ele voltar a dormir.

Pra quem quiser conhecer:
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 1
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 2
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 3
Vídeo - Dr. Karp -  exterogestação parte 4

Aos 4 meses, pela primeira vez, um dia depois de trocar a fralda, ele ficou acordado e sem chorar deitadinho no trocador por cerca de 5 minutos. Aquilo foi um êxtase! Como assim ele não está chorando!? Pra mim era já era muito normal ouvir ele chorar a qualquer momento, e principalmente com qualquer gesto de separá-lo do colo. Imagina isso, era inacreditável isso pra mim, naquela época. E foi acontecendo mais vezes, 5, 7, 10, 15 minutos! E eu deixava ele deitado até ele reclamar... e o tempo ia aumentando... dava pra deitar um pouco na cama com ele, isso foi muito bom pra mim. Mas ele ainda chorava muito e não dormia com facilidade.

Ele foi crescendo e até cerca de um ano de idade o padrão era esse... nada mudava muito de verdade, ele com dentes nascendo ou não o que mudava era que ele babava muito, a irritabilidade era sempre meio que a mesma. Um dia ou outro pior. Mas nada aparentemente justificável. Saídas de casa eram transtornantes, ele sofria demais no carro, no metrô, no carrinho, no ônibus, em lugares fechados... nos parques tinha pavor de encostar na grama ou em árvores! A gente até brincava que se soltássemos o menino na grama, ele levitava, tanto era o esforço dele pra não encostar! Com o tempo foi melhorando, mas levou um booom tempo!

Dos 4 meses a 1 ano e 10 meses tínhamos uma rotina muito fixa, que eu respeitava sempre, sem cogitar fugir dela. Essa rotina surgiu de uma observação dos próprios hábitos do Linus. Durante uma semana inteira eu anotei tudo que acontecia com ele e com os horários, tudo mesmo, quando comia, como comia, quando mamava, quando chorava mais ou menos, quando dormia, quando acordava, quando era mais calmo... e nisso encontrei um padrão de sono e fome que me orientaram e isso fez a vida se transformar incrivelmente... tudo começou a ficar mais previsível e eu poderia então evitar que ele se irritasse demais com a fome e principalmente com o sono. Nessa rotina também tínhamos o cuidado de não ter televisão ligada enquanto ele estava acordado, abaixar o ritmo de brincadeiras perto dos horários de sono, deitar na cama com a luz mais apagada, mesmo que ele ainda mamasse pra dormir (ele mamava deitado, dormia e eu saia do lado e deixava ele na nossa cama, com rolos de edredom em volta  e a cama encostada na parede -  pra quem quer mais segurança, siga essas dicas de cama compartilhada). Com o tempo acrescentamos um momento de ver livrinhos e músicas de ninar antes de dormir...E esse era o padrão toda noite, com acordadas cronometradas de 2h em 2h, daí era mamar e dormir!

Até que um dia isso começou a me cansar demais. O Linus já não pegava no sono tão rápido, cheguei a ficar mais um uma hora com o menino pulando de peito pra peito e não cair no sono profundo, ficar só naquela "chupeitação" e não me deixar ir embora nunca, completamente apegado e meu peito dolorido, sem contar as costas e meu humor indo pro lixo, tentamos uma noite um desmame abrupto e foi horrível pra todo mundo, desistimos por um tempo... então comecei a pesquisar sobre desmame noturno e achei o método do Dr. Gordon e decidi aplicá-lo em nossas vidas assim que o Henrique entrasse de férias, afinal, seria cansativo. Quando isso aconteceu, nós já tínhamos mudado de casa, Linus tinha seu quarto e sua cama (com gradinha do lado)... ele tinha 1 ano e 10 meses. E fizemos passo a passo, com muita convicção que daria certo e seguros por estarmos nós dois ao lado dele nesse momento difícil na vidinha dele. E deu supercerto. Ele não chorou tanto quanto esperávamos, deve ter chorado por 5 minutos seguidos em cada acordada, até que na sétima noite ele dormiu 8 horas seguidas! Nós estranhamos muito, mas foi um momento muito feliz! Eu me senti muito aliviada, mesmo eu mesma acordando várias vezes, eu já tinha de volta a minha mobilidade na cama, meus peitos livres e tudo com tranquilidade, sem mastite, sem dores, sem culpa! Ele ainda acorda uma vez lá pelas 4h30 pra mamar, mas é muito mais tranquilo, é algo possível, que não me incomoda, ele chama, eu deito com ele na cama dele, ele mama e ficamos até umas 7h da manhã.

Durante o dia as sonecas sempre duraram 40 minutos, com raras exceções. Sempre mamando pra dormir, não me lembro exatamente quando desvinculei o sono com as mamadas, mas foi cerca de 2 anos de idade, ou fazendo dormir andando no carrinho, ou ninando um pouco no colo e com o tempo conseguindo (com muita paciência) fazê-lo dormir direto na cama, deitando com ele até pegar no sono profundo.

Hoje em dia ele frequenta a escola e acaba dormindo bem na hora de ir pra escola, levo de carrinho, ele dorme no caminho e eu espero ele acordar pra deixá-lo lá. Depois disso dorme lá pelas 20h, segue as 8h de sono, acorda, eu vou e ficamos até a hora do café da manhã.

Com a idade e a fala se desenvolvendo cada vez melhor, a rotina tem se flexibilizado, já que ele já consegue se expressar melhor, então vamos nos desapegando aos poucos e confiando no que ele nos transmite, tem sido cada vez melhor!

Então, pra você, mãe desesperada: acredite, vai melhorar!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sobre a mulher que surgiu em mim....

...depois que tive o Linus, ou melhor, depois que voltei a menstruar!

Primeiro que vivenciei uma gravidez muito tranquila, cheia de carinho e amor exalando pelos meus poros... eu conseguia gostar até de quem sempre me irritava, de verdade, eu era só amor.

Daí o Linus nasceu e eu continuei me mantendo num geral, muito amorosa só que muito cansada, absurdamente cansada e solitária... porque diferente de uma boa parcela das recém mães, eu escolhi  (nem sei se tinha escolha na real) encarar tudo sozinha e o Henrique passava 12h do dia fora de casa, trabalhando.

E foi bem um ano e dez meses meio que nesse clima... pra mim era isso, daqui pra frente era isso.

Daí eu menstruei!

Gente, que isso?!
Ninguém me falou que isso ia mudar tudo!

Assim, antes da gravidez eu meio que me gabava por não ter tpm, cólicas, nem nada daquilo que todas reclamam da menstruação (tá aí, até nisso cuspi pra cima... e caiu bem no meio da minha cara). Eu nunca entendia aquilo, respeitava, nunca falava nada... mas nunca compreendi de fato.

Daí que agora eu tenho tudo isso! Eu tenho mais oscilações de humor do que tive na minha vida inteira e por metade do mês! E inclui nisso um desconforto físico durante a menstruação e dores estranhas que não são exatamente cólica, é uma dor de pele, como se tivessem me socado a vulva e eu estivesse me recuperando de um grande hematoma! (é só comigo?!)

Não sei se cheguei no nível que vi de algumas mulheres de falar que não podem fazer alguma coisa por conta da menstruação ou por agredir gratuitamente as pessoas, mas meo deos...  tem dias que é foda, vou da angústia pra vontade de chorar de alegria em segundos!

Minha impressão é que eu não vou me adaptar nunca! É muito caos pra mim...

E vocês, mães leitoras... como a maternidade mexeu com o humor de vocês?


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A natureza da dependência

Na verdade eu queria ter escrito sobre como eu acho ruim um desmame abrupto assim como qualquer outra etapa na vida de uma pessoa ser feita sobre pressão forçando uma coisa além do limites dessa pessoa e como isso gera um trauma e principalmente em crianças e bebês. Mas como ando sem jeito pra parar pra escrever e nas minhas idas pelas blogosfera, achei esse texto que achei muito bom, resolvi publicá-lo aqui.


A NATUREZA DA DEPENDÊNCIA
Recentemente, conversei com uma amiga que teve seu primeiro bebê há seis meses. Essa amiga comentou que iria começar a dar a mamadeira para seu bebê de forma que ele pudesse ter comida sempre que desejasse. O que eu realmente pude sentir foi que ela creditava que poderia, através disso, ensinar seu bebê a ser mais independente e que, por isso, talvez, sentisse que a dependência de sua criança fosse causada por uma deficiência dela. Nota-se que minha amiga partilha das concepções erradas que existem atualmente de que a dependência é ruim e a independência é algo que pode ser ensinado. Mas ai existe um engano. A independência é uma condição que surge da própria relação da criança com a dependência.

Nós temos um preconceito cultural muito grande em relação à dependência. Qualquer emoção ou comportamento que indique fraqueza representa dependência. Isto fica evidente na maneira como nós forçamos nossas crianças a realizarem coisas que estão além de seus limites pessoais. Com isso, estamos afirmando que os padrões externos são mais importantes que a experiência interna da criança. Fazemos isso quando desmamamos nossas crianças em vez de confiar e acreditar que elas possam fazer isso por sua própria conta e na hora certa; quando nós insistimos que nossas crianças se sentem à mesa e comam toda a comida só porque achamos que o alimento que escolhemos é mais saudável e eficiente, em vez de confiarmos, que eles comerão bem, comendo o que está de acordo com o apetite deles; e quando nós os treinamos para a higiene numa idade muito precoce em vez de confiar que eles aprenderão usar o banheiro quando eles estiverem neurologicamente prontos.

Quando nós, que somos pais, assumimos que sabemos o que é melhor para nossas crianças no que diz respeito à experiência interna deles, e que somos nós que temos que lhes mostrar quando e como realizar determinadas tarefas características do desenvolvimento humano básico, nós os ensinamos que os padrões externos são mais importantes e mais precisos do que os que eles sentem e pensam.
Dois estudos científicos recentes refletem este preconceito cultural que despreza a fraqueza e a dependência das crianças. Um dos estudos comparou crianças que iam ser e estavam no colo de suas mães e crianças que foram vacinadas sem a presença de suas mães. As crianças que foram vacinadas na ausência de suas mães choraram muito menos. De posse desses dados, os investigadores concluíram que seria melhor que os pediatras desencorajarem a presença das mães durante vacinação porque as crianças poderiam controlar melhor suas reações às injeções na ausência delas. Obviamente, os investigadores deste estudo foram parciais no que diz respeito às expressões emocionais e acreditaram que a expressão emocional das crianças sob tensão era uma forma de fraqueza.
Minha experiência é bem diferente. Eu notei que meus quatro filhos comportam-se de formas diferentes quando nós estamos em viagens ou estamos longe de casa. Nas viagens, eles controlam bem coisas, se dão bem entre si, e aceitam horas irregulares de sono irregulares ou mudanças na alimentação, mas ao voltar para casa é que as coisas mudam. Em casa, eles brigam, choram, e brincam. Eu acredito que esse é um comportamento normal para pessoas de todas as idades. É comum que as pessoas se unam quando enfrentam uma situação estressante ou então, isolarem-se e mesmo brigarem quando estão em território seguro. Para uma criança, o território seguro é a casa, a mãe, ou o pai.
Então, era perfeitamente normal para aquelas crianças que iam ser vacinadas, chorassem sob a tensão da experiência, na presença de suas mães. A presença das mães dava-lhes liberdade e confiança para que chorassem. A conclusão deste estudo poderia ser: Que é melhor que as mães das crianças estejam presentes quando as crianças forem vacinadas. Assim elas podem controlar melhor a sua experiência de sentir medo, expressando-o.
Um estudo administrado por Margaret Burchinal da Universidade de Carolina do Norte em Chapell Hill, e publicado em fevereiro 1987 na Psychology Today, compararam crianças jovens que foram cuidadas em casa por suas mães desde o nascimento, com outras crianças que haviam ficado em creches desde a tenra infância. Este estudo concluiu que as crianças criadas fora de casa pareciam menos inseguras do que aquelas que haviam ficado em casa com suas mães. Poderíamos discutir que o que "parece" ser insegurança é uma avaliação subjetiva que não tem bases cientificas. Minha experiência diz que a insegurança é uma resposta absolutamente "apropriada" e normal. As crianças jovens são especialmente sensíveis a pessoas novas em seu ambiente, e esta sensibilidade muda na medida em que seu ambiente se altera. Por exemplo, cada um de meus filhos relaciona-se de forma diferente com estranhos. Esta diferença está diretamente ligada com quantas pessoas nós encontramos fora de nossa casa. Meu quarto filho que cresceu fazendo contato com muitas pessoas que trabalhavam comigo na revista, às vezes parece uma criança mais segura do que minha primeira filha que foi criada num ambiente rural, onde era vivia mais isolada.
As pessoas que estudam animais lhe dirão que bebês animais, conhecidos por sua curiosidade, são mais cautelosos que curiosos. Seria a precaução ou a cautela consideradas uma forma de insegurança? Às vezes agimos como se desejássemos que nossas crianças "surgissem do útero", completamente socializadas, e não aceitamos as experiências que elas têm com o mundo e nem suas personalidades individuais. Mas é simplesmente o passar do tempo que desenvolve a socialização. Não há como apressar isso sem causar problemas.
Quando rejeitamos as expressões de fragilidade da criança - comportamento que nós também rejeitamos em adultos - nós criamos uma guerra dentro delas. Em primeiro lugar, nós estabelecemos um padrão arbitrário de comportamento que pretende determinar o que é melhor para que eles possam construir a própria experiência. Por outro lado, nós lhes ensinamos o hábito de rejeitar respostas imediatas e afetivas em favor da razão e do intelecto.
Foi só recentemente que eu comecei a aprender a aceitar as emoções mais "frágeis" de meus filhos. Quando minha primeira filha (agora com 12 anos) era um bebê, eu ficava assustada cada vez que ela se feria. Eu corria para acudi-la porque eu achava que aquela era uma experiência terrível com qual ela não tinha condições de lidar. Minha resposta exagerada ensinou minha filha a acreditar que se ferir, era uma experiência terrível e insuportável. Já com meu quarto filho eu agi diferente. Quando se fere, ele faz um tremendo barulho. Mas eu não corro ou fico em pânico. Eu não tento fixar nele ideias ou sentimentos que são meus. Ela grita e corre, e eu tive que me treinar para deixa-la se arranjar. Aceitando sua resposta emocionalmente rica, e tratando o dano que ela sofreu com carinho e sem indiferença, observei que sua reação emocional "extrema" normalmente é curta. Quando ela pode sofrer sua realidade emocional completa, ela logo fica livre para abandona-la e entrar em contato com outras realidades que vão surgindo nos momentos seguintes.
Certamente, algum controle de nossos impulsos internos é necessário na medida em que vivemos como seres sociais. É através desse tipo de controle que nós aprendemos o que é um comportamento socialmente aceitável como, por exemplo, usar um banheiro, comer com uma colher, e vestir determinadas roupas. Mas quando este controle da experiência interna pelo intelecto torna-se moralista em vez de ser socializada e prática, quando fica muito extremada, ou quando nós insistimos constantemente em fazer nossos filhos a acreditar que nós sabemos o que é melhor para eles, nós lhes roubamos o direito inato e essencial da auto-regulação.
A criança que cresce com essa falta de senso de auto-regulação, desconfiada de si própria e de sua própria experiência interna, pode se tornar um adulto vitimado por hábitos ruins. Quando eu olho à minha volta e vejo a maioria das pessoas lutando com comportamentos compulsivos - comendo demais, sendo excessivamente responsáveis, fumando cigarros, tomando drogas, se matando de trabalhar, se embebedando com álcool ou que vivem em busca de um guru - tentando de algum modo achar a perfeição fora de si próprio ou tentando se esforçar obsessivamente para encontrar a "perfeição".
Eu acredito que estas compulsões e hábitos têm suas origens nas repressões aparentemente bem planejadas da infância. Uma criança a quem é ensinado exercitar o controle se utilizando padrões externos, cria uma divisão interna que gera conflitos entre o que é imediatamente experimentado e o que se supõe que poderia ser. Aprende a acreditar que há um modo perfeito de ser.
Nossa função como pais, é entender e honrar a natureza de dependência na criança. Dependência, insegurança, e fraqueza são estados naturais para a criança. A bem da verdade, estes são estados naturais para todos nós, mas para as crianças - as crianças especialmente jovens - são condições predominantes. E eles serão superados. Da mesma maneira que nós deixamos de engatinhar e começamos a andar, deixamos de balbuciar e começamos a falar, passamos da condição assexuada da infância para a sexualidade da adolescência, nós atingimos nosso fins. Como humanos, nós nos movemos da fraqueza para a força. Nós passamos da incerteza ao domínio. Enquanto nós nos recusarmos reconhecer as fases que vem antes do domínio, estaremos ensinamos para nossas crianças a odiar e desconfiar de sua própria fraqueza, e os introduzimos numa vida cheia de tentativas de reintegrar as suas personalidades.

Eu não posso insistir na importância de confiar em nossos filhos; de confiar inteiramente neles. Ao aceitarmos as fraquezas deles como também as suas forças, suas emoções feias como também as suas emoções bonitas, os seus desastres, como também os seus triunfos, a dependência deles como também a sua independência, estaremos lhes dando um presente para uma vida inteira Eles serão pessoas inteiras que não estarão em conflito consigo mesmo e, o que é mais importante, não estarão em guerra com outros.

É da natureza da criança ser dependente, e é da natureza da dependência ser superada. Odiar a dependência porque ela não é independência é o mesmo que odiar o inverno porque ele não é a primavera. A dependência vai florescer em independência a seu próprio tempo.
Texto de Peggy O'Mara, Editora da revista Mothering (Maternagem)

retirado daqui: http://gaama.bebeblog.com.br/86653/Diga-NAO-ao-desmame-abrupto/

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Coletor menstrual

Passei 2 anos e meio sem menstruar e quando voltei a usar os absorventes tradicionais e mesmo o ob, me senti completamente desconfortável e com nojo de sentar e sentir o molhadinho, de andar e sentir o sangue seco nas bordas... e mesmo o ob, que vaza e fica com o cordãozinho molhado! Quem é mulher, sabe como é... enfim, é desagradável...

Daí que no meio desse tempo todo sem absorventes na minha vida eu tinha ouvido falar no tal do coletor menstrual e achei nojenta a idéia de puxar um copinho cheio de sangue! Achei que seria uma grande lambuzeira, que ia voar sangue pra todo lado... passei um bom tempo pensando o quanto essa idéia era um lixo nojento. E esqueci. Até que menstruei e convivi com os absorventes de novo.... e reconsiderei o coletor menstrual. Afinal, comentam por aí que os absorventes comuns possuem alguma química que faz o fluxo der mais forte do que ele realmente é, assim como aumentam o odor e o coletor, por ser de silicone, é simplesmente um copinho que não influencia em nada. Daí eu investi, é meio caro a princípio, mas se bem cuidado, dura 15 anos e eu comprei botando fé que ia ser legal, apesar do estranhamento.

E foi assim, no começo eu estranhei muito colocar  e tirar, tive que cortar um pedaço da haste que fica embaixo pra ajustar melhor, experimentei posições diferentes pra colocar e tirar.... coloquei e tirei várias vezes até pegar o jeito, mas no terceiro dia eu já estava especialista no negócio! É preciso estar a vontade, relaxada e claro, não ter nenhum pudor de ficar enfiando o dedo na vagina. Aliás, falando disso com outras mulheres, acho que elas realmente tem pudores com a própria vagina. É preciso perceber como ela é, como se contrai e relaxa, e sim, precisa colocar o dedo um pouco lá dentro. Como eu fico em casa, é mais fácil, eu tenho a pia logo do lado da privada e já lavo na mesma hora, pra quem passa o dia fora, é possível descartar o sangue na privada e secar o excesso com papel mesmo.

Agora sobre o fluxo... há quem pense que aquilo vai vazar muito rápido, eu mesma pensava. Afinal um ob vazava comigo em 4 horas. Mas quando eu tirava o coletor em 4 horas, via que não tinha enchido nem metade do copinho! Isso no dia de maior fluxo! E eu fiquei muito surpresa com isso... a noite coloquei e só tirei no outro dia, 12hs depois e de novo, nem metade do copinho! Vi que eu poderia passar 12h sossegadamente sem preocupações, o sangue não é metade do que parece ser... e sem cheiro! Sem vazamentos, sem desconfortos. Se bem colocado, não se sente nada. muitas vezes eu esquecia que estava menstruando. Achei ótimo. Recomendo! É limpo apesar de não parecer, com ele fabricamos menos lixo, aprendemos sobre nossos ciclos, cheiros e cores, sobre nosso corpo. E sem o desconforto constante dos absorventes comuns. E podemos espirrar menstruadas sem sustos! rs

quarta-feira, 11 de julho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pelo parto com amor.

Tá rolando toda uma movimentação a favor do parto ser uma decisão genuína da mulher... que eu acho muito certo! Daí resolvi falar disso também, porque isso é um dos assuntos que mais marcaram minha vida. Eu que nunca pensei sobre isso, depois de grávida, só sabia pensar, conversar e ler sobre isso. Não quero ser militante, não quero ser pregadora de verdade alguma, aliás, acho até difícil lidar com tudo isso porque nas minhas decisões, sou muito convicta, mas também sei que a minha escolha é a minha e de mais ninguém, que não cabe a mim dizer o que é melhor para o outro... mas não há como não tentar espalhar a sementinha de nossas próprias verdades por aí.

Já me deparei com várias situações diferentes, de pessoas que eu queria poder ajudar ou interferir, mas não cabe a mim mudar e sim a pessoa estar disposta e as pessoas mais próximas também e esse é o grande calo desse assunto! Porque não é dizer que tem um artigo medico que diz que o normal é melhor e o caramba sendo que a experiência de vida daquela pessoa a leva pro extremo oposto. É preciso muito mais que um relato de parto e alguns artigos médicos pra transformar uma pessoa. É preciso que exista uma acolhimento maior, é preciso que as pessoas que cercam a vida de uma grávida estejam apoiando com amor, que o pai da criança esteja disposto a passar pela experiência junto, é preciso que a mulher se sinta cuidada e amada, que seja encorajada com boas energias todos os dias da gestação... é o que eu acho.

Por exemplo, tenho uma prima que raramente vejo, mas a vi grávida e soube depois que ela teve uma cesárea agendada, e eu me lembro dela comentando bem daquele jeito que médico fala "ah, vamos ver, quero normal, vamos ver se dá"... opa pera lá, não seria o caso, de quem realmente acredita nisso dizer "vai ser normal, não tem porque não ser, estou tão bem, estou esperando o melhor", bom pelo menos era assim que eu pensava e assim tive meu filho pelas vias naturais. Bom, não sei bem o que rolou com ela, mas ela com certeza não foi envolvida a favor da causa pelo médico, pela família, pelo marido e por ela mesma... por sermos da mesma família, eu sei que ela ouviu que a cesariana é melhor por muitos motivos e motivada pelo médico, assim o fez sem grandes questionamentos. Não to crucificando não, mas é isso que acontece com a grande maioria das mulheres, não é mostrado a elas todas as possibilidades e sim só um lado da história, que é sempre o lado de que vai ser mais rápido e indolor. (que na real depende da maneira que se vê, pra mim, por exemplo, uma cirurgia seria uma dor profunda). Mas isso também acontece por um outro motivo, que é a construção desse mito, o que me faz lembrar da minha vizinha, que teve seu filho em hospital público, em um parto normal... onde o "normal"é na verdade um abandono da mulher em trabalho de parto, onde todas são deixadas sozinhas cada uma em sua maca com seu sorinho esperando os 10 cm. Parece mais um campo de concentração de tortura a parturientes! Não é a toa que as mulheres tem tanto medo desse momento. Não é a toa que essa minha vizinha queria tanto uma cesárea, ela que chegou no hospital sem dilatação, com a bolsa estourada, teve o parto induzido, sem acompanhante, com outras grávidas em condições similares, sem saber o que acontecia com o próprio corpo, sem alguém que a acalmasse, sem que pudesse caminhar, comer, gritar, sem intimidade, sem carinho, sem nenhum esclarecimento e só sendo tratada de maneira invasiva com hormônios artificiais e exames de toque dolorosos um atrás do outro pra na hora final um homem qualquer pular em cima da barriga dela pra expulsar o bebê pra fora! Veja bem, isso só pode ser terrível  e foi aí que as cesareanas ganharam força! É todo um sistema machista que não tem o mínimo olhar para o momento delicado que é o parto. Agora quem convence essa mulher que o parto pode ser lindo? Eu ainda não consegui! rs

E sabe o que eu acho? Eu acho uma bela merda que seja assim... eu penso no adolescente que sonhou em ser médico, que estudou que nem desgraçado pra passar no vestibular, que aguentou tanta coisa na faculdade e chegou finalmente ao seu consultório pra mal olhar na cara da paciente e não esclarecer absolutamente nada e se achar no direito de decidir uma coisa tão crucial na vida de uma mulher. Será que era mesmo esse o objetivo? Acho que o nosso sistema de educação, de saúde, a maneira que se desdobram as relações familiares e socias nos desviam dos nossos sonhos e nos deixam tão desgastados que lutar pelo sonho é muitas vezes uma luta que abrimos mão porque é mais fácil, mas rápido, porque "precisamos" pensar em nós mesmos, em ter cada vez mais coisas.... mas todas essas coisas se tornam tão vazias, que quando nos damos conta, esse vazio já tomou conta das nossas vidas, tudo parece não ter mais importância! É um perigo! Precisamos rever tudo que acreditamos e nos relembrar todo dia daquilo que queremos semear, daquilo que queremos pra nós e para os outros, e nunca deixar isso se perder e é essa a nossa causa do parto, de espalhar informações para que cada vez mais mulheres tenham condições de terem partos coerentes com seus desejos mais íntimos, de maneira clara, conhecendo todos os lados da verdade! Porque o justo é que nós mesmas possamos decidir o que é melhor pra nós e para nossos filhos.

domingo, 1 de abril de 2012

Importância de acolher, respeitar e semear.

Ontem fui com uma amiga grávida de 4 meses na inauguração do Espaço Nascente e fizemos duas oficinas. A primeira delas era sobre corpo, emoções e parto... e mesmo não estando grávida, participei e foi muito legal pra mim, pude pensar em muitas coisas do que eu estou gestando agora na minha vida, que não é meu filho, mas de certa forma são coisas que estão se transformando na minha vida. Mas o ponto não é esse, o ponto é que esse tipo de encontro é crucial na vida da grávida. Eu mesma pude vivenciar um encontro desse tipo quando estava grávida e pra mim fez toda diferença, por mais que eu já soubesse o que queria, toda a conversa e a maneira como essas doulas abordam o assunto, com amor, cuidado, delicadeza e encorajamento faz toda a diferença! É nessa hora que você sente o carinho que aquele momento pede, não é questão de fazer ou não a cirurgia, de doer ou não ou seja lá o que for que esteja passando pela sua cabeça e sim que todo mundo está se esquecendo de te acolher e mostrar que o que vem vindo é amor e que é isso que você quer dar pro seu filho, esse carinho e amor ao trazê-lo pro mundo! Por mais que eu pesquisasse, conversasse e tivesse pessoas me apoiando, eu não tinha ainda alguém que tivesse essa sensibilidade de pensar no parto com tanto amor ao invés de somente uma coisa que eu vou ter que vivenciar de um jeito ou de outro. Alguém que também fosse mulher, fêmea parideira, que ama poder ter esse poder e semear coisas boas em volta do parto. E é preciso criar um momento pra tudo acontecer, é preciso criar intimidade, fazer com que as pessoas se abram e se conectem aos seus bebês e se deixem sentir, sentir o que a intuição manda, é preciso fazer aquela pessoa se sentir bem vinda, seja a mãe, seja o filho, seja o pai... é nessa hora que cai a ficha! É isso que quero passar pro meu filho, que ele se sinta acolhido, respeitado e amado. Pelo menos foi assim comigo... já não era mais uma questão de me cortarem ou não, mas sim de fazer esse caminho da maneira mais amorosa possível. E como isso acontece pouco! O que mais falam são coisas inúteis, senão trágicas! Minha gente, cadê o bom senso?! Se você quer fazer parte, dar um pitaco, seja sensível pra perceber que não se trata de disputa de verdades e sim uma nova relação com a vida que se transforma! não tem verdades, tem só transformação! Se tem uma verdade é que a gente precisa se abrir e receber com amor.

E a segunda era sobre banhos de ervas e foi muito legal também, coisas boas e naturais são sempre boas e se sentir cuidado com todo o ritual que é colher, cozer, oferecer ou seja como for, é sempre gostoso e eu acredito que o conjunto todo faz muito melhor que você ir na farmácia, comprar um comprimido e tomar e continuar sua vida seca e solitária. E fiquei pensando nessa coisa toda de se sentir cuidado e quanto isso faz bem pro coração, pra alma, pro espírito, pra saúde mental, pra saúde física! Pra tudo! E com o mundo tem elimidado tudo isso como se não fizesse diferença, como se todos fosse auto-suficientes ou sei lá o que! E como isso não faz sentido algum... porque quanto mais o corpo pede, mais é sinal de que alguma coisa está faltando... e o que está faltando é acolhimento, respeito e espalhar tudo que você acredita que é bom.


Um ps. aqui.

Eu fiquei pensando nisso tudo e na real o negócio é realmente plantar coisas boas pra colher coisas boas, tudo leva tempo, tanto pra cultivar, ou desfazer. Eu por exemplo, não fui fui acolhida quando nasci, nem na infância ou adolescência... e só fui descobrir o que é ser cuidada com amor quando já era adulta e fui aos poucos me permitindo ser mimada, ser cuidada, ser ajudada... e ainda hoje tenho dificuldades de lidar com isso, e olha que o mais óbvio seria gostar e aproveitar esse tipo de coisa! Mas não... quando se passa tanto tempo vivendo sozinha e tendo que se virar com os próprios sentimentos, a gente cria uma armadura inquebrável e tem sido um esforço fenomenal da minha parte pra mudar isso e ainda me vejo sendo grossa, seca e indiferente em muitas situações que pedem exatamente o oposto. E é preciso quebrar essa corrente de frieza, por mais que leve anos... porque esse movimento com certeza trará coisas melhores ao mundo e a você mesmo. Pelo menos é o que eu acredito. E vejam o progresso, hoje eu acredito em alguma coisa rs.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Nós e os pediatras

O Linus já vai completar um ano e meio e ainda não temos nosso pediatra... tem que ser do convênio porque não temos como bancar um fora.... a princípio, quando ele era bem recém nascido a gente ia na casa de parto e as enfermeiras nos tratavam muito bem, pegavam ele com carinho, me acolheram quando eu chorava de dores enquanto amamentava e sofria com a mastite. Depois eu arrisquei ir no posto perto de casa, daí disseram que tinha que ser um outro porque o número da casa onde eu morava já era pra ser no outro posto, se fosse um quarteirão antes podia ser lá, mas onde eu morava já não podia.... vai entender, daí eu fui e o médico era um grosso que não explicava absolutamente nada, media, pesava e era isso, mandou eu largar ele chorando porque com 6 meses ele não sentia fome durante a noite e não era pra dar peito nem nada, claro que eu nunca mais voltei. Também tentei uma alopata do convênio, bem pertinho de casa, a louca puxou a pelinha do pintinho dele que fez ele chorar e inventou que ele tinha um refluxo que não golfava e que ele tinha que tomar um remédio superforte que ela tirou da gaveta na mesma hora.... claro que eu nunca mais voltei. Daí a gente foi pra uma homeopata, lá na Av. Paulista,  que era até que perto, porque a gente morava no ipiranga, daí ela não fala muito, não enche o saco, não inventa história e ficamos nela... por sorte o Linus nunca ficou doente de verdade, então até que estava tudo bem. Perto do aniversário dele, ele teve roséola e uma febre absurda e ela estava reformando o consultório, fomos num outro homeopata perto de casa, foi até que atencioso, medicou, mas medicou errado, achou que era dor de garganta e o Linus com febrão, claro que ignorei tudo e mandei ver na dipirona.... 40 de febre eu não consigo esperar pra ver o que acontece não... daí voltamos agora na de antes, lá longe, porque agora moramos na zona norte, e eu tenho que sair 2h antes pra chegar lá a tempo, sem pressa. Daí eu falo pra ela que moro longe, que está difícil fazer o percurso e falo que quero trocar de médico por isso, se ela me indicaria alguém, se eu preciso levar a ficha e ela surta! A velhinha que mal se mexe, das mão geladas que sempre fez o Linus chorar, surta como uma criancinha! Eu fiquei indignada! Ela começou a falar "vai lá, pode ir, não precisa levar a ficha dele,  pode ir lá porque eu tenho paciente que vem de Roraima pra me ver, vai, pode ir no outro médico e leva o exame pro outro médico".

Fiquei em choque! Sério! Eu não to há 2h na rua com um bebê, no sol, no metrô cheio, com calor, cansada, com o braço formigando de carregar ele pra ver uma velha que já tá com o pé na cova dar um chilique feio desses! E pior, ela nem sabe meu nome, nunca lembra da gente, nunca tem a menor delicadeza com o Linus, a consulta dela não dura 5 minutos! Que absurdo!

E continuamos na busca.... alguém indica alguém? rs